Economia

Arrecadação bate recorde em abril e supera R$ 1 trilhão no acumulado do ano

Receita Federal registrou entrada de R$ 278,8 bilhões em abril, maior valor da série histórica para o mês

Arrecadação: acumulado do ano teve alta de 5,41% em comparação com 2025 (Rmcarvalho/Getty Images)

Arrecadação: acumulado do ano teve alta de 5,41% em comparação com 2025 (Rmcarvalho/Getty Images)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 21 de maio de 2026 às 16h02.

A arrecadação do governo federal registrou crescimento real (após descontada a inflação) de 7,82% em abril na comparação com o mesmo mês de 2025 e chegou a R$ 278,8 bilhões, informou a Receita Federal nesta quinta-feira, 21.

O resultado representa o melhor desempenho arrecadatório para abril em toda a série histórica.

Também é o melhor desempenho para o primeiro quadrimestre do ano. No acumulado de janeiro e abril, a arrecadação somou R$ 1,055 trilhão, com alta real de 5,41%.

Em março, a arrecadação já havia renovado o recorde histórico para o mês. Desde o início do ano, o governo federal vem registrando sucessivas máximas de arrecadação, em meio ao avanço da atividade econômica, ao mercado de trabalho aquecido e ao aumento da tributação sobre operações financeiras e empresas.

Segundo a Receita, apenas as chamadas Receitas Administradas pela RFB, grupo que reúne os principais tributos federais, alcançaram R$ 258,7 bilhões em abril, com crescimento real de 7,31%. No acumulado do ano, o montante chegou a R$ 1,010 trilhão, avanço real de 6,02%.

De acordo com o órgão, o desempenho foi puxado principalmente pelo aumento da arrecadação da contribuição previdenciária, além da alta no recolhimento de PIS/Cofins, IRRF sobre rendimentos de capital e IOF.

Entre os destaques do mês, o recolhimento de IRPJ, Imposto de Renda da Pessoa Jurídica, e da CSLL, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, somou R$ 64,8 bilhões em abril, com crescimento real de 7,73%.

O resultado refletiu o avanço da arrecadação tanto nas empresas enquadradas na estimativa mensal quanto nas modalidades de balanço trimestral e lucro presumido. Segundo a Receita, houve alta real de 4,84% na estimativa mensal, de 7,22% no balanço trimestral e de 6,34% no lucro presumido.

Folha de pagamentos e renda financeira impulsionam resultado

A Receita Previdenciária arrecadou R$ 62,7 bilhões em abril, com crescimento real de 4,83%. O desempenho foi influenciado pelo avanço de 3,61% da massa salarial em março deste ano frente ao mesmo período de 2025 e pela alta de 9,18% na arrecadação previdenciária do Simples Nacional.

A Receita também destacou o impacto da reoneração gradual da folha de pagamentos e da contribuição patronal dos municípios, prevista na Lei nº 14.973/24 e em vigor desde janeiro de 2025.

Outro destaque ficou com o IRRF sobre rendimentos de capital, que arrecadou R$ 13,2 bilhões em abril, com crescimento real de 25,45%.

Segundo o Fisco, o avanço foi impulsionado pelo aumento da tributação sobre aplicações de renda fixa e sobre Juros sobre Capital Próprio, mecanismo utilizado por empresas para remunerar acionistas.

A arrecadação com aplicações de renda fixa cresceu 28,4% em termos nominais, enquanto a cobrança sobre juros sobre capital próprio avançou 94,74%.

Acompanhe tudo sobre:Orçamento federal

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