Redação Exame
Publicado em 24 de janeiro de 2026 às 13h16.
A Justiça de Cuba ratificou neste sábado, 24, a prisão perpétua do ex-ministro da Economia Alejandro Gil, condenado por espionagem e crimes financeiros. Segundo uma fonte próxima ao caso, os tribunais rejeitaram os recursos da defesa e mantiveram “integralmente ambas as sentenças, sem qualquer modificação”.
Gil havia recorrido de duas condenações: uma de prisão perpétua pelos crimes de espionagem e atos lesivos à atividade econômica, e outra de 20 anos de prisão por corrupção passiva, tráfico de influências e evasão fiscal.
Nenhuma autoridade cubana comentou oficialmente a decisão. Gil, de 61 anos, era considerado próximo ao presidente Miguel Díaz-Canel, no poder desde 2018, e chefiou o Ministério da Economia e Planejamento entre julho de 2018 e fevereiro de 2024.
A condenação ocorreu em julgamentos sigilosos, realizados em novembro, nos arredores de Havana. As autoridades não revelaram qual país ou entidade teria se beneficiado das ações de espionagem atribuídas a Gil. Desde sua destituição, ele não apareceu mais em público.
Segundo a sentença, Gil violou normas de manuseio de documentos sigilosos, subtraiu e danificou materiais sob custódia oficial e os colocou à disposição de serviços de um “inimigo”.
*Com AFP