Mundo

EUA busca acordo para mudança de regime em Cuba até fim do ano, diz jornal

Washington vê regime enfraquecido após queda de Maduro e tenta negociar saída pacífica em Havana, segundo o Wall Street Journal

Cuba: Trump não descarta mudança de regime no país, diz jornal (AFP)

Cuba: Trump não descarta mudança de regime no país, diz jornal (AFP)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 22 de janeiro de 2026 às 05h27.

Os Estados Unidos avaliam que o governo cubano atravessa seu momento mais frágil em décadas e passaram a buscar integrantes do regime dispostos a negociar uma transição política, segundo o jornal americano Wall Street Journal.

A leitura da Casa Branca é que a queda de Nicolás Maduro na Venezuela eliminou um pilar central de sustentação de Cuba, especialmente o fornecimento subsidiado de petróleo. Avaliações de inteligência apontam risco de colapso econômico iminente, com escassez de combustível, apagões e falta de medicamentos.

Autoridades americanas realizam reuniões com exilados cubanos e organizações civis em Miami e Washington para identificar possíveis interlocutores dentro do atual governo. O modelo observado é o da Venezuela, onde um informante interno viabilizou a operação que levou à captura de Maduro.

Pressão econômica e limites da estratégia

Além do corte do petróleo, Washington intensificou ações contra as missões médicas internacionais de Cuba, principal fonte de moeda forte do país, com sanções e restrições de visto. O presidente Donald Trump afirmou publicamente que não haverá mais recursos financeiros destinados à ilha.

Apesar da escalada, autoridades reconhecem que Cuba apresenta obstáculos adicionais. O país é um regime de partido único, sem oposição institucional organizada. O poder segue concentrado em Raúl Castro, enquanto Miguel Díaz-Canel administra o governo e rejeita qualquer negociação sob coerção.

A crise econômica avança, mas o regime mantém forte aparato de repressão. Organizações de direitos humanos estimam mais de 1.000 presos políticos. Sinais de descontentamento surgem de forma difusa, com protestos silenciosos durante apagões prolongados.

O governo americano ainda não apresentou um plano definido para o pós-regime nem indicou possíveis nomes para liderar uma transição, mas avalia que a combinação de pressão econômica e isolamento diplomático pode forçar uma reconfiguração do poder em Havana.

Acompanhe tudo sobre:CubaEstados Unidos (EUA)

Mais de Mundo

Dinamarca diz que tensão com EUA sobre a Groenlândia diminuiu, mas 'crise' persiste

Netanyahu se reunirá com Trump na 4ª feira em Washington

Nova York pode se aproximar do recorde histórico de frio neste fim de semana

Cuba fecha hotéis e realoca turistas diante de cerco petrolífero dos EUA