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Sul-coreano é condenado a trabalhos forçados por espionagem

Coreia do Norte condenou um missionário por espionagem e por criar uma igreja clandestina

Missionário sul-coreano, identificado como Kim Jong Uk, durante uma conferência de imprensa em Pyongyang (Kyodo/Reuters)

Missionário sul-coreano, identificado como Kim Jong Uk, durante uma conferência de imprensa em Pyongyang (Kyodo/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 30 de maio de 2014 às 21h19.

Seul - A Coreia do Norte sentenciou um missionário sul-coreano nesta sexta-feira à prisão perpétua e a trabalhos forçados depois de condená-lo por espionagem e por criar uma igreja clandestina.

A agência de notícias estatal norte-coreana KCNA relatou que o sul-coreano, identificado como Kim Jong Uk, admitiu sua culpa em um julgamento realizado nesta sexta-feira.

A sentença se seguiu a uma troca de disparos entre forças do norte comunista e do sul, aliado do Ocidente. Os dois lados ainda estão tecnicamente em guerra desde que o conflito de 1950-53 foi encerrado por uma trégua.

“O acusado admitiu todos os seus crimes. Ele tentou se infiltrar em Pyongyang depois de cruzar a fronteira ilegalmente com o objetivo de criar uma igreja clandestina e reunir informações sobre os assuntos internos da Coreia do Norte, enquanto atraía seus habitantes para a Coreia do Sul e espionava a Coreia do Norte”, afirmou a KCNA.

Kim, um missionário cristão, foi exibido em um evento televisionado em fevereiro e confessou espionar para a agência de inteligência sul-coreana, assim como as atividades da sua igreja. Pyongyang rejeitou pedidos de Seul para soltá-lo e para permitir que sua família o visite.

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