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Conselho da Paz de Trump tem 23 integrantes até agora; 6 países recusaram

Estrutura, apresentada como um novo modelo para mediar crises globais e reconstruir regiões em conflito, funciona à margem da Organização das Nações Unidas (ONU)

IN FLIGHT - NOVEMBER 14: U.S. President Donald Trump speaks to members of press aboard Air Force One on November 14, 2025 while in flight from Washington, DC to West Palm Beach International Airport. Trump is scheduled to spend the weekend at his Mar-A-Lago estate in Palm Beach, Florida. (Photo by Roberto Schmidt/Getty Images) (Roberto Schmidt / Correspondente/Getty Images)

IN FLIGHT - NOVEMBER 14: U.S. President Donald Trump speaks to members of press aboard Air Force One on November 14, 2025 while in flight from Washington, DC to West Palm Beach International Airport. Trump is scheduled to spend the weekend at his Mar-A-Lago estate in Palm Beach, Florida. (Photo by Roberto Schmidt/Getty Images) (Roberto Schmidt / Correspondente/Getty Images)

Publicado em 24 de janeiro de 2026 às 16h17.

Ao menos 23 países já confirmaram adesão ao Conselho da Paz criado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quinta-feira, 22. A estrutura, apresentada como um novo modelo para mediar crises globais e reconstruir regiões em conflito, funciona à margem da Organização das Nações Unidas (ONU) e prevê mandato de tempo indeterminado para Trump na presidência do órgão.

Para integrar o Conselho de forma permanente, os países convidados podem ser solicitados a aportar até US$ 1 bilhão no primeiro ano de funcionamento. Estados que fizerem contribuições acima desse valor ficam isentos do limite de mandato de três anos previsto para os demais membros.

A Casa Branca afirmou que as contribuições são voluntárias, mas disse que países que desejem participar ativamente da supervisão dos projetos devem estar dispostos a realizar aportes significativos.

Europa resiste; Brasil mantém posição estratégica

Até o momento, seis países europeus recusaram participar. Outros, como o Reino Unido, seguem avaliando a proposta.

O Canadá teve o convite revogado após atrito entre Trump e o primeiro-ministro Mark Carney no Fórum Econômico Mundial.

Já o Brasil adotou uma postura cautelosa. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o modelo, acusando Trump de tentar criar uma “nova ONU” com base em poder econômico e liderança centralizada. O Itamaraty prepara questionamentos técnicos sobre a legalidade e a estrutura do conselho antes de emitir posição formal.

A diplomacia brasileira pretende usar o avanço da iniciativa como argumento para reforçar a necessidade de uma reforma do Conselho de Segurança da ONU, tema que voltará à pauta na Assembleia Geral de setembro.

Países que aceitaram o Conselho da Paz 

  1. Armênia

  2. Arábia Saudita

  3. Argentina

  4. Azerbaijão

  5. Bahrein

  6. Belarus

  7. Bulgária

  8. Catar

  9. Cazaquistão

  10. Egito

  11. Emirados Árabes Unidos

  12. Hungria

  13. Indonésia

  14. Israel

  15. Jordânia

  16. Kosovo

  17. Marrocos

  18. Mongólia

  19. Paquistão

  20. Paraguai

  21. Turquia

  22. Uzbequistão

  23. Vietnã

Países que recusaram o convite:

  1. Alemanha

  2. Espanha

  3. Eslovênia

  4. França

  5. Noruega

  6. Suécia

Países que estão analisando 

  1. Brasil

  2. Reino Unido

  3. China

  4. Rússia

  5. Itália

  6. Ucrânia

  7. Singapura

  8. Croácia

O que é o Conselho de Paz?

O Conselho de Paz será presidido por Trump, que também atuará separadamente como representante dos Estados Unidos. Apenas o presidente do conselho —Trump — pode convidar novos membros e revogar participações, salvo veto por maioria qualificada de dois terços dos Estados integrantes.

O conselho executivo terá sete membros fixos e será liderado por Trump. Entre os nomes confirmados estão o secretário de Estado dos EUA Marco Rubio, o enviado especial Steve Witkoff, o empresário Jared Kushner, genro do presidente, e o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair, além de executivos do setor financeiro e representantes ligados ao Conselho de Segurança Nacional dos EUA.

O estatuto do Conselho afirma que sua missão é “promover a estabilidade, restabelecer uma governança confiável e legítima e garantir uma paz duradoura” em regiões afetadas por conflitos, ao mesmo tempo em que critica “instituições e enfoques que falharam repetidamente”, em referência indireta à ONU.

Acompanhe tudo sobre:Donald TrumpEstados Unidos (EUA)

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