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Como Singapura ficou tão rica?

A pequena nação asiática é uma das mais desenvolvidas do mundo – o que está por trás de seu desenvolvimento econômico?

Bandeira de Singapura: país teve boom ao atrair sedes de multinacionais (Ed Wray/Getty Images)

Bandeira de Singapura: país teve boom ao atrair sedes de multinacionais (Ed Wray/Getty Images)

Publicado em 28 de fevereiro de 2026 às 08h01.

Em 2025, Singapura ultrapassou Luxemburgo como o país mais rico do mundo em termos de renda per capita, segundo estimativas da revista de finanças Global Finance Magazine. Com um PIB per capita de US$156.755, o pequeno país é uma das maiores histórias de sucesso em desenvolvimento econômico do século XX.

Muito desse desenvolvimento é creditado a uma figura central: o primeiro-ministro Lee Kuan Yew, considerado como o homem que fundou a Singapura moderna, e faleceu em 2015, aos 91 anos. Um dos mais influentes líderes  do século passado, Lee, à frente do partido People’s Action Party (PAP), transformou sua nação insular em um dos países mais ricos do mundo e em um exemplo para governos em qualquer lugar.

Singapura foi uma colônia britânica até sua independência em 1965. Pobre em território e recursos naturais, Lee foi capaz de se aproveitar das vantagens que a nação tinha – como um importante porto do império britânico, Singapura tem acesso às mais importantes rotas marítimas da Ásia, como o estreito de Mallaca, que conecta o oceano Índico ao Pacífico, e ao Mar do Sul da China.

Percebendo isso, Lee reconheceu que o caminho para o desenvolvimento de sua nação seria transformar-na em uma forte base manufatureira, baseada em exportações. Ao longo das décadas seguintes, por meio de uma série de reformas legais e de reformas na infraestrutura do país, aproveitando a supremacia parlamentar do PAP, que pela maior parte de sua história independente conduziu a política do país, o início de sua economia foi focado na indústria intensiva em mão de obra, a fim de lidar com o alto desemprego assolando a nação insular nesse período.

Singapura como destino

Todavia, Lee percebeu que uma indústria focada na manufatura e exportação só cresceria até certo ponto. Seguindo os passos de países como os EUA e o Reino Unido, Lee liberalizou a economia, reduzindo regulações, a fim de dar o próximo passo em direção a uma base econômica mais forte: as finanças.

Sua economia liberal tornou o país uma opção atraente para empresas multinacionais. Com algumas das menores taxas de imposto corporativo do mundo, em apenas 17% –chegando a 13,5% ou menos para certas atividades – esse legado pode ser visto nas mais de 4.200 multinacionais que têm suas sedes regionais em Singapura.

Aumentando investimentos em universidades e território, os sucessores de Lee no PAP transformaram o país em um destino atraente não só para empresas, mas para talentos, investindo também em setores de entretenimento e moradia. No fim de 2024, essas medidas resultaram em um total de US$ 4,46 trilhões em ativos no país, segundo dados da Autoridade Monetária de Singapura.

 

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