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Comando militar dos EUA denuncia "estado medíocre" do Exército

O comando já convenceu o presidente Donald Trump, que prometeu "reconstruir" o Exército

Exército dos EUA: segundo general, há um atraso de mais de US$ 9 bilhões de gastos em manutenção (Mario Tama/AFP)

Exército dos EUA: segundo general, há um atraso de mais de US$ 9 bilhões de gastos em manutenção (Mario Tama/AFP)

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AFP

Publicado em 8 de fevereiro de 2017 às 09h12.

Chefes militares americanos descreveram no Congresso, nesta terça-feira (7), o estado medíocre em que se encontra o Exército dos Estados Unidos, enfraquecido por anos de parcos recursos e mais de duas décadas de conflitos.

O comando já convenceu o presidente Donald Trump, que prometeu "reconstruir" o Exército, aumentando seus recursos, após a diminuição do gasto em defesa no governo Barack Obama (2009-2017). Agora, precisam convencer o Congresso.

Segundo o general Stephen Wilson, número 2 da Força Aérea americana, com seus 311.000 integrantes, é "a menor, a mais velha e a menos operacional" da história nacional.

Os pilotos de combate americanos "realizam em média dez saídas em 14 horas de voo por mês, e é muito pouco", declarou o general na Comissão das Forças Armadas da Câmara de Representantes.

"Temos um atraso de mais de US$ 9 bilhões de gastos em manutenção das nossas infraestruturas", condenou o general Glenn Walters, número 2 dos Marines.

O Exército e a Força Aérea são partidários de uma nova série de fechamentos de bases consideradas inúteis. A medida contou com a rejeição dos congressistas até o momento.

Com um orçamento de US$ 600 bilhões, algo em torno de 3,3% do PIB, as Forças Armadas americanas continuam sendo a mais potente do planeta.

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