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Colômbia reforçou defesa na fronteira com a Venezuela, afirma Petro

Presidente colombiano condenou ataques de forças americanas a Caracas e cidades venezuelanas

Gustavo Petro: para presidente, ataque americano ameaça soberania da América Latina (Agence France-Presse/AFP)

Gustavo Petro: para presidente, ataque americano ameaça soberania da América Latina (Agence France-Presse/AFP)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 3 de janeiro de 2026 às 08h16.

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que o governo convocou uma reunião extraordinária do Conselho de Segurança Nacional para tratar da escalada de conflitos na Venezuela, que culminou em bombardeios por forças americanas na capital Caracas e outras cidades venezuelanas.

O presidente Nicolás Maduro teria sido capturado e, segundo autoridades americanas, será julgado criminalmente nos Estados Unidos.

Em uma postagem na rede social X, o presidente informou ter determinado o deslocamento da das forças de segurança para a fronteira entre os dois países, além da mobilização de toda a estrutura assistencial disponível, diante da possibilidade de uma entrada massiva de refugiados em território colombiano.

Segundo Petro, a Embaixada da Colômbia na Venezuela está preparada para atender chamados de assistência de cidadãos colombianos que vivem no país vizinho. O presidente também destacou que, na condição de membro do Conselho de Segurança das Organização das Nações Unidas, a Colômbia buscará articular a convocação do órgão para discutir o cenário atual.

Na mensagem, o chefe de Estado reiterou a posição oficial do governo colombiano de rejeitar qualquer agressão à soberania da Venezuela e, em um tom mais amplo, à soberania da América Latina.

Ao final da declaração, o presidente colombiano fez um apelo direto à população venezuelana para que busque caminhos de diálogo civil, unidade nacional e resolução pacífica das tensões. Para Petro, não há nação sem soberania e a paz só pode ser alcançada por meio do diálogo contínuo entre os povos, que, segundo ele, deve ser a base para a união nacional e regional.

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