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China e EUA não podem entrar em conflito, diz chanceler chinês

Relações entre a China e os EUA pioraram desde que Trump aceitou um telefonema da presidente taiwanesa, Tsai Ing-wen em dezembro

Wang Yi: "não pode haver conflito entre a China e os Estados Unidos, à medida que ambos lados irão perder e ambos lados não podem permitir isto" (Greg Baker/Pool/Getty Images)

Wang Yi: "não pode haver conflito entre a China e os Estados Unidos, à medida que ambos lados irão perder e ambos lados não podem permitir isto" (Greg Baker/Pool/Getty Images)

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Reuters

Publicado em 7 de fevereiro de 2017 às 14h37.

Sydney - Não haveria vencedor em um conflito entre China e Estados Unidos, alertou nesta terça-feira o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, buscando amenizar tensões que cresceram entre os dois países após a eleição do presidente norte-americano, Donald Trump.

As relações entre a China e os Estados Unidos pioraram após Trump irritar Pequim em dezembro ao aceitar um telefonema da presidente taiwanesa, Tsai Ing-wen, e ameaçar impor tarifas sobre importações chinesas.

A China considera Taiwan uma província rebelde, sem direitos de relações diplomáticas formais com quaisquer outros países.

Mas a China está comprometida com a paz, disse Wang, após encontro com a ministra das Relações Exteriores da Austrália, Julia Bishop.

"Não pode haver conflito entre a China e os Estados Unidos, à medida que ambos lados irão perder e ambos lados não podem permitir isto", disse a repórteres na capital australiana, Canberra.

Embora busque reduzir tensões, Wang pediu para que líderes globais rejeitem o protecionismo, o qual Trump apoiou com seus planos econômicos de "América primeiro".

"É importante se comprometer firmemente a um mundo econômico aberto", acrescentou Wang. "É importante levar a globalização econômica em direção à maior inclusão, benefícios compartilhados mais amplos em uma maneira mais sustentável".

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