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China defende cooperação com EUA e critica concorrência desleal

Países tentam reduzir tensões após guerra comercial em 2025

China e EUA: reunião discute cooperação econômica e tensões comerciais (ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP)

China e EUA: reunião discute cooperação econômica e tensões comerciais (ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP)

Publicado em 27 de março de 2026 às 10h36.

A China defendeu o fortalecimento da cooperação econômica com os Estados Unidos durante reunião entre o ministro do Comércio chinês, Wang Wentao, e o representante comercial americano, Jamieson Greer, realizada na quinta-feira (26).

O encontro ocorreu à margem de uma conferência ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Camarões, a menos de dois meses da visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Pequim.

Em comunicado divulgado nesta sexta-feira, o Ministério do Comércio chinês informou que Wang reiterou a disposição do país em ampliar a cooperação econômica e comercial em níveis multilateral e regional.

China pede equilíbrio entre competição e cooperação

Segundo o ministro, as duas maiores economias do mundo devem administrar de forma adequada a relação entre concorrência e cooperação, evitando práticas desleais e promovendo vínculos econômicos estáveis e sustentáveis.

China e Estados Unidos protagonizaram uma guerra comercial ao longo de 2025, com impactos globais. A trégua foi anunciada em outubro, seguida por novas negociações de alto nível realizadas em março, em Paris, que contribuíram para reduzir as tensões.

Apesar disso, permanecem pontos de atrito, como as tarifas americanas, o desequilíbrio na balança comercial favorável à China e as restrições impostas pelos Estados Unidos à exportação de tecnologias avançadas.

Investigações comerciais e visita de Trump pressionam agenda

Wang também manifestou preocupação com investigações comerciais iniciadas por Washington para avaliar a imposição de novas tarifas. As apurações são justificadas pelo governo americano como medidas contra trabalho forçado e excesso de oferta, tendo a China como principal alvo, além de outros países.

Segundo a Casa Branca, a visita de Donald Trump a Pequim está prevista para os dias 14 e 15 de maio. A viagem havia sido inicialmente planejada para o fim de março ou início de abril.

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