Mundo

Fórum Boao 2026 defende cooperação para conter impactos de tarifas e incerteza global

Especialistas e líderes internacionais discutiram o futuro da economia em meio às tarifas

Fórum Boao 2026: participantes defenderam a ampliação da cooperação internacional (Nuthawut Somsuk/Getty Images)

Fórum Boao 2026: participantes defenderam a ampliação da cooperação internacional (Nuthawut Somsuk/Getty Images)

China2Brazil
China2Brazil

Agência

Publicado em 27 de março de 2026 às 14h50.

Priorizar nos meus resultados Google
Tudo sobreChina
Saiba mais

Participantes do Fórum Boao para a Ásia 2026 afirmaram que o aumento de tarifas no comércio internacional ampliou a incerteza global e defenderam maior cooperação regional e o fortalecimento do sistema multilateral como resposta aos riscos ao crescimento econômico.

Durante o evento, Wong Kan Seng, ex-vice-primeiro-ministro de Singapura, afirmou que a adoção de tarifas em larga escala reduziu a previsibilidade do ambiente de negócios, dificultou o planejamento de longo prazo e afetou a confiança entre parceiros comerciais. Segundo ele, países passaram a reavaliar relações comerciais e estratégias.

Na mesma linha, Paolo Gentiloni, ex-primeiro-ministro da Itália e ex-comissário europeu para a Economia, disse que o uso de tarifas como instrumento de pressão indica uma mudança no comércio global, que passa a se basear mais em força do que em regras.

Já Daniel Palotai, vice-presidente do banco central da Hungria, afirmou que medidas tarifárias provocam distorções econômicas, reduzem a previsibilidade dos mercados e geram impactos de longo prazo, incluindo efeitos sobre emprego e inflação.

Além disso, Robert Koopman, ex-economista-chefe da Organização Mundial do Comércio, declarou que as políticas tarifárias e regulatórias dos Estados Unidos aumentaram a incerteza no ambiente de negócios e dificultaram decisões estratégicas das empresas.

Diante desse cenário, os participantes defenderam a ampliação da cooperação internacional. Wong afirmou que nenhum país consegue atuar de forma isolada e citou a ASEAN como exemplo de coordenação regional em meio à volatilidade econômica.

Os debatedores também destacaram a Parceria Econômica Regional Abrangente como mecanismo para reduzir impactos das tarifas, sobretudo em economias menores.

Além disso, houve consenso sobre a importância da Organização Mundial do Comércio como base para um sistema comercial estruturado em regras.

O fórum também abordou as relações entre China e Estados Unidos. Li Cheng, professor da Universidade de Hong Kong, afirmou que o diálogo entre os dois países é necessário para a estabilidade econômica global e que a escalada de tensões não beneficia nenhuma das partes.

Acompanhe tudo sobre:ChinaTarifas

Mais de Mundo

Itália autoriza prisão de adolescentes de 14 anos em protestos após violência nas ruas

Itamaraty critica falas de Milei sobre suposta fraude no 2º turno das eleições

Sucessão na ONU: na estreia das cédulas do veto, os três favoritos são barrados

Protestos na França impulsionam campanha de Marine Le Pen à presidência