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EUA precisa parar de atacar o Irã imediatamente, diz cônsul da China

Yu Peng, que chefia consulado em São Paulo, disse que ataques vão contra as leis internacionais

Yu Peng, cônsul geral da China em São Paulo, durante evento em São Paulo (Divulgação)

Yu Peng, cônsul geral da China em São Paulo, durante evento em São Paulo (Divulgação)

Rafael Balago
Rafael Balago

Repórter de internacional e economia

Publicado em 25 de março de 2026 às 16h20.

O cônsul-geral da China em São Paulo, Yu Peng, fez críticas aos ataques feitos pelos EUA e por Israel ao Irã e defendeu o fim das operações militares.

"A China defende que a segurança, a soberania e a integridade territorial de todos os países devem ser respeitadas. A China condena os ataques aos países do Oriente Médio", afirmou, em conversa com jornalistas, nesta quarta-feira, 25.

"O mais importante é parar imediatamente as ações militares para prevenir que as guerras e conflitos fiquem ainda mais graves. E o caminho correto é voltar o mais cedo possível à negociação. É um ponto crucial seguir o direito internacional e as regras básicas que regem as relações internacionais", afirmou.

Yu disse, ainda, que a Chiana enviou especialistas para o Oriente Médio para ajudar nas negociações e que tem enviado ajuda humanitária para as áreas afetadas.

Guerra no Irã dura quase um mês

Desde 28 de fevereiro, EUA e Israel fazem bombardeios ao Irã, com o objetivo de destruir a capacidade militar do país e seu programa nuclear. Os dois países acusam Teerã de tentar obter uma bomba atômica, o que o governo iraniano nega.

Logo no primeiro dia de ataques, um bombardeio matou o líder supremo do Ira, Ali Khamenei, que foi substituído depois por seu filho, Mojtaba Khamenei. Mesmo com a morte, o regime dos aiatolás permanece no comando do país.

O presidente dos EUA, Donald Trump, deu um ultimato até sexta para que o Irã aceite determinadas condições para que os ataques cessem. O Irã negou inicialmente as propostas, mas sinalizou estar aberto a negociações.

A guerra levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, por parte do Irã, o que bloqueia a circulação de navios de petróleo. Com isso, o preço do barril do produto superou US$ 100, e deverá demorar a baixar mesmo que o conflito seja encerrado.

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