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Chile vive pesadelo com terremoto que deixou 11 mortos

"Vivemos uma noite de pesadelo, o movimento foi intenso e longo, longo demais e prosseguiu com tremores secundários", disse à AFP Maria Ramírez

Terremoto do Chile: cinco anos depois de o litoral chileno ser castigado por um potente tremor e um posterior maremoto, que deixou mais de 500 mortos, agora foi o norte do país que estremeceu (REUTERS)
DR

Da Redação

Publicado em 17 de setembro de 2015 às 17h37.

Pelo menos onze pessoas morreram e nove ficaram feridas no forte terremoto de 8,3 graus, que atingiu o centro e o norte do Chile nesta quarta-feira, quando os chilenos viveram uma "noite de pesadelo" com dezenas de réplicas e um tsunami que se seguiu.

Cinco anos depois de o litoral chileno ser castigado por um potente tremor e um posterior maremoto, que deixou mais de 500 mortos, agora foi o norte do país que estremeceu e enfrentou a fúria do mar.

"Vivemos uma noite de pesadelo, o movimento foi intenso e longo, longo demais e prosseguiu com tremores secundários", disse à AFP Maria Ramírez, enquanto varria a porta de sua casa, localizada em frente ao cemitério de Illapel, um povoado de 31.000 habitantes, localizado 230 km ao norte de Santiago, um dos locais mais atingidos.

Illapel, as primeiras horas da manhã, deixaram à vista as marcas da tragédia, com a destruição de casas construídas em sua maioria com materiais leves, enquanto o cemitério local virou um caos, com dezenas de cruzes, vasos e tumbas transformadas em ruínas, constatou a AFP.

Um último informe do Escritório Nacional de Emergências (Onemi) contabilizou em 11 as vítimas fatais e em nove os feridos vítimas do sismo e do tsunami.

Também há 610 pessoas em abrigos e 526 residências danificadas, a maioria na região de Coquimbo, 400 km ao norte de Santiago, segundo o Onemi.

A última vítima é um homem que morreu em um barco de pescadores em Coquimbo, um porto colorido do norte do Chile, que foi arrasado pelo mar e foi visitado nesta quinta-feira pela presidente Michelle Bachelet.

"Sabemos que há grandes dificuldades, mas queremos agradecer a enorme cooperação das pessoas que permitiu que, para um sismo de tal magnitude, felizmente temos um número lamentável, mas não tão grande de mortos", disse Bachelet, após se reunir com pescadores afetados.

Ondas de quase 4,5 metros atingiram várias comunidades da região de Coquimbo. Outra localidade fortemente afetada foi o povoado pesqueiro de Tongoy, de quase 4.400 habitantes, onde imagens da televisão local mostravam a devastação de toda a sua costa.

Várias lojas que se preparavam para receber um grande número de turistas devido ao esperado feriado nacional foram arrasadas pelo avanço das ondas.

"A cidade está destruída. Aqui foi terrível", narrou um vizinho de Tongoy à TVN.

O porto da cidade de Coquimbo também sofreu grandes danos, de acordo com as autoridades.

No porto de Valparaíso, 120 km a oeste de Santiago, as ondas alcançaram quase dois metros, de acordo com um relatório da Marinha chilena. Na vizinha localidade de Concón, a água arrasou vários restaurantes próximos à praia.

O mais forte de 2015

"Trata-se de um terremoto de grande magnitude, classificado como o terremoto mais potente que o mundo teve em 2015, mas os chilenos estão acostumados", disse o ministro do Interior e da Segurança, Jorge Burgos.

O tremor, registrado às 19h54 locais de quarta-feira (mesma hora em Brasília), teve seu epicentro 42 km a oeste da pequena cidade de Canela Baja, 230 km ao norte de Santiago.

O sismo também foi sentido na Argentina, especialmente na zona fronteiriça com o Chile, mas também em sua capital Buenos Aires, mais de 1.500 km a leste do epicentro.

O ministro da Fazenda, Rodrigo Valdés, disse que ainda era cedo para avaliar os danos econômicos, mas comprometeu a realocação de recursos para enfrentar a tragédia.

"Há muitos projetos hoje em andamento e será preciso gradualizar alguns para dar espaço à necessidade de ajuda", afirmou.

Evacuação bem sucedida

O movimento telúrico ativou de imediato um alerta de tsunami em toda a costa chilena e vários países com litoral banhado pelo Pacífico, que foi suspenso horas depois.

O alerta de tsunami motivou no Chile a transferência a setores altos de um milhão de pessoas, sem maiores complicações em todo o território nacional.

"Quase um milhão de chilenos e chilenas foram retirados ordenadamente", disse Burgos.

Igualmente, as estruturas de grande parte da área afetada resistiram ao novo embate da natureza em um ano em que o Chile teve que enfrentar vários desastres naturais.

Os "padrões de construção" deste país, um dos mais sísmicos do mundo, "permitiram que a infraestrutura respondesse adequadamente", ressaltou Bachelet.

As aulas foram suspensas nas localidades costeiras da região centro-norte, enquanto dezenas de tremores secundários, alguns deles de grande intensidade, continuavam sendo registrados nesta quinta-feira e mantinham a população em alerta.

A Codelco, a maior produtora de cobre do mundo, com quase 11% do total global, informou que nem seus trabalhadores, nem suas operações sofreram danos.

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Pelo menos onze pessoas morreram e nove ficaram feridas no forte terremoto de 8,3 graus, que atingiu o centro e o norte do Chile nesta quarta-feira, quando os chilenos viveram uma "noite de pesadelo" com dezenas de réplicas e um tsunami que se seguiu.

Cinco anos depois de o litoral chileno ser castigado por um potente tremor e um posterior maremoto, que deixou mais de 500 mortos, agora foi o norte do país que estremeceu e enfrentou a fúria do mar.

"Vivemos uma noite de pesadelo, o movimento foi intenso e longo, longo demais e prosseguiu com tremores secundários", disse à AFP Maria Ramírez, enquanto varria a porta de sua casa, localizada em frente ao cemitério de Illapel, um povoado de 31.000 habitantes, localizado 230 km ao norte de Santiago, um dos locais mais atingidos.

Illapel, as primeiras horas da manhã, deixaram à vista as marcas da tragédia, com a destruição de casas construídas em sua maioria com materiais leves, enquanto o cemitério local virou um caos, com dezenas de cruzes, vasos e tumbas transformadas em ruínas, constatou a AFP.

Um último informe do Escritório Nacional de Emergências (Onemi) contabilizou em 11 as vítimas fatais e em nove os feridos vítimas do sismo e do tsunami.

Também há 610 pessoas em abrigos e 526 residências danificadas, a maioria na região de Coquimbo, 400 km ao norte de Santiago, segundo o Onemi.

A última vítima é um homem que morreu em um barco de pescadores em Coquimbo, um porto colorido do norte do Chile, que foi arrasado pelo mar e foi visitado nesta quinta-feira pela presidente Michelle Bachelet.

"Sabemos que há grandes dificuldades, mas queremos agradecer a enorme cooperação das pessoas que permitiu que, para um sismo de tal magnitude, felizmente temos um número lamentável, mas não tão grande de mortos", disse Bachelet, após se reunir com pescadores afetados.

Ondas de quase 4,5 metros atingiram várias comunidades da região de Coquimbo. Outra localidade fortemente afetada foi o povoado pesqueiro de Tongoy, de quase 4.400 habitantes, onde imagens da televisão local mostravam a devastação de toda a sua costa.

Várias lojas que se preparavam para receber um grande número de turistas devido ao esperado feriado nacional foram arrasadas pelo avanço das ondas.

"A cidade está destruída. Aqui foi terrível", narrou um vizinho de Tongoy à TVN.

O porto da cidade de Coquimbo também sofreu grandes danos, de acordo com as autoridades.

No porto de Valparaíso, 120 km a oeste de Santiago, as ondas alcançaram quase dois metros, de acordo com um relatório da Marinha chilena. Na vizinha localidade de Concón, a água arrasou vários restaurantes próximos à praia.

O mais forte de 2015

"Trata-se de um terremoto de grande magnitude, classificado como o terremoto mais potente que o mundo teve em 2015, mas os chilenos estão acostumados", disse o ministro do Interior e da Segurança, Jorge Burgos.

O tremor, registrado às 19h54 locais de quarta-feira (mesma hora em Brasília), teve seu epicentro 42 km a oeste da pequena cidade de Canela Baja, 230 km ao norte de Santiago.

O sismo também foi sentido na Argentina, especialmente na zona fronteiriça com o Chile, mas também em sua capital Buenos Aires, mais de 1.500 km a leste do epicentro.

O ministro da Fazenda, Rodrigo Valdés, disse que ainda era cedo para avaliar os danos econômicos, mas comprometeu a realocação de recursos para enfrentar a tragédia.

"Há muitos projetos hoje em andamento e será preciso gradualizar alguns para dar espaço à necessidade de ajuda", afirmou.

Evacuação bem sucedida

O movimento telúrico ativou de imediato um alerta de tsunami em toda a costa chilena e vários países com litoral banhado pelo Pacífico, que foi suspenso horas depois.

O alerta de tsunami motivou no Chile a transferência a setores altos de um milhão de pessoas, sem maiores complicações em todo o território nacional.

"Quase um milhão de chilenos e chilenas foram retirados ordenadamente", disse Burgos.

Igualmente, as estruturas de grande parte da área afetada resistiram ao novo embate da natureza em um ano em que o Chile teve que enfrentar vários desastres naturais.

Os "padrões de construção" deste país, um dos mais sísmicos do mundo, "permitiram que a infraestrutura respondesse adequadamente", ressaltou Bachelet.

As aulas foram suspensas nas localidades costeiras da região centro-norte, enquanto dezenas de tremores secundários, alguns deles de grande intensidade, continuavam sendo registrados nesta quinta-feira e mantinham a população em alerta.

A Codelco, a maior produtora de cobre do mundo, com quase 11% do total global, informou que nem seus trabalhadores, nem suas operações sofreram danos.

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