Edmundo Gonzáles Urrutia, candidato opositor de Nicolás Maduro nas eleições presidenciais da Venezuela em 2024 (AFP/AFP)
Redação Exame
Publicado em 4 de janeiro de 2026 às 20h02.
Última atualização em 4 de janeiro de 2026 às 20h04.
O opositor venezuelano Edmundo González Urrutia afirmou neste domingo (4) que a captura de Nicolás Maduro representa um avanço no processo de normalização da Venezuela, mas destacou que a medida, por si só, não é suficiente para solucionar a crise política no país.
“Este momento constitui um passo importante, mas não suficiente”, afirmou González Urrutia em uma mensagem publicada no Instagram, a partir do exílio.
Segundo ele, a “normalização” só será possível quando “todos os venezuelanos privados de liberdade por razões políticas forem libertados” e quando for respeitada “a vontade majoritária expressa pelo povo” nas eleições presidenciais de 2024.
O opositor voltou a afirmar que o pleito de 28 de julho foi fraudado e disse que o reconhecimento do resultado eleitoral é condição central para a retomada institucional do país. “A normalização da Venezuela exige o respeito à vitória expressa nas urnas”, declarou.
Nuestro compromiso es: lealtad al pueblo, a la libertad y al Estado de derecho.
Nunca traicionaremos nuestros principios, esa será la base de la reconstrucción de la nación.
Venezuela merece un futuro con derechos y esperanza. pic.twitter.com/a7IidGHYZH
— Edmundo González (@EdmundoGU) January 4, 2026
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, a deputada Cilia Flores, devem comparecer nesta segunda-feira a um tribunal federal em Nova York, na primeira audiência nos Estados Unidos desde que foram capturados e levados ao país. A sessão marcará o início formal do processo judicial contra o casal em território americano.
Segundo informações da Agência EFE, um porta-voz do Tribunal do Distrito Sul de Nova York confirmou que Maduro e Flores serão apresentados ao juiz federal Alvin K. Hellerstein, em Manhattan, às 12h no horário local (14h em Brasília).
De acordo com a EFE, ambos estão detidos desde a noite de sábado no Centro de Detenção Metropolitano (MDC), no Brooklyn, uma prisão federal de segurança máxima que abriga réus envolvidos em processos criminais de alta complexidade.
A audiência ocorre após o governo dos Estados Unidos anunciar, no sábado, a captura de Maduro em Caracas, em uma operação que incluiu ataques aéreos contra alvos na Venezuela.