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Caos aéreo nos EUA: mais de 1.000 voos cancelados em segundo dia consecutivo

Paralisação do governo já dura 39 dias e causa atrasos em aeroportos como JFK, Newark e Chicago

Viajantes aguardam em fila no posto de controle de segurança no Aeroporto Nacional Ronald Reagan, em Arlington, Virgínia (ANDREW CABALLERO-REYNOLDS /AFP)

Viajantes aguardam em fila no posto de controle de segurança no Aeroporto Nacional Ronald Reagan, em Arlington, Virgínia (ANDREW CABALLERO-REYNOLDS /AFP)

Publicado em 9 de novembro de 2025 às 09h38.

Os Estados Unidos enfrentaram no sábado, 9, seu segundo dia consecutivo com mais de mil voos cancelados em meio à paralisação parcial do governo federal, que já dura 39 dias. A crise afeta diretamente o setor aéreo, com escassez de controladores de tráfego e milhares de atrasos em todo o país.

Segundo o portal Flightaware, foram cancelados 1.526 voos ao longo do dia e outros 6.570 tiveram atrasos. Os aeroportos mais afetados foram Hartsfield-Jackson (Atlanta), Newark (Nova Jersey), Charlotte (Carolina do Norte), John F. Kennedy (Nova York) e o Internacional de Chicago.

Decolagens com 100 minutos atrasadas

A situação é crítica especialmente nos principais terminais da costa leste. Os pousos no aeroporto JFK, em Nova York, registraram atrasos médios de mais de duas horas e meia.

As decolagens demoram cerca de 100 minutos além do previsto. Já em Newark, os atrasos ultrapassam as quatro horas. No LaGuardia, a média é de uma hora, informou a emissora CNN.

As companhias mais impactadas foram American Airlines, Southwest, United, Delta e Jetblue. Ao longo do dia, a Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) chegou a ordenar a interrupção temporária das operações em solo nos aeroportos de Chicago e JFK por falta de pessoal.

Crise se agrava e pode forçar corte de até 20% nos voos

A ausência de controladores levou o Departamento de Transportes dos EUA a ordenar a redução de até 10% no tráfego aéreo em todo o país. Segundo o governo, se a situação persistir, o corte pode subir para 20% na próxima semana.

Apesar de serem considerados trabalhadores essenciais, os controladores estão sem receber salários durante a paralisação e são obrigados a comparecer ao trabalho. Cerca de 2 mil deles, no entanto, pediram licença alegando diferentes motivos.

Paralisação do governo dos EUA

O secretário de Transportes, Sean Duffy, alertou que a crise deve se agravar se o impasse não for resolvido até terça-feira, 12, data prevista para um novo pagamento — que não será feito caso o governo continue paralisado.

O Senado americano tentou negociar uma saída no sábado, 8, mas as conversas não avançaram. As discussões serão retomadas neste domingo, 9.

O shutdown, o mais longo da história dos EUA, deixou sem salário dezenas de milhares de controladores de tráfego aéreo, agentes de segurança aeroportuária e outros trabalhadores federais, provocando uma grave escassez de pessoal no setor.

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