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Apresentado por COGNA

O que 60 anos de educação ensinaram à Cogna

Com mais de 24 milhões de estudantes alcançados, companhia integra marcas, conhecimento pedagógico e tecnologia para formar mais gente, melhor e por mais tempo

Roberto Valério, CEO da Cogna Educação: “Não penso em uma Cogna simplesmente maior. Penso em uma Cogna mais conectada, mais personalizada e presente por mais tempo na vida das pessoas” (Cogna/Divulgação)

Roberto Valério, CEO da Cogna Educação: “Não penso em uma Cogna simplesmente maior. Penso em uma Cogna mais conectada, mais personalizada e presente por mais tempo na vida das pessoas” (Cogna/Divulgação)

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Publicado em 27 de outubro de 2026 às 14h00.

Última atualização em 27 de outubro de 2026 às 14h11.

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Um em cada dez estudantes do Ensino Superior brasileiro é aluno de uma instituição da Cogna. Na Educação Básica privada, as ferramentas pedagógicas da companhia chegam a um em cada quatro alunos. Na rede pública, suas soluções alcançam cerca de 21 milhões de estudantes.

Os números dão a dimensão de uma companhia de serviços educacionais que atua em mais de 5 mil municípios e impacta, direta e indiretamente, mais de 24 milhões de estudantes. Também mostram o desafio da próxima etapa: conectar marcas, conteúdo, conhecimento pedagógico, dados e tecnologia construídos ao longo de seis décadas para acompanhar diferentes momentos da jornada de aprendizagem.

Para Roberto Valério, CEO da Cogna Educação, o próximo ciclo exige colocar o conhecimento acumulado em seis décadas a serviço de novas demandas de aprendizagem. “Preservar o legado não é repetir o passado; é saber quais capacidades continuam relevantes e colocá-las a serviço dos desafios que vêm pela frente”, afirma.

Essa visão orienta uma estratégia que passa menos por simplesmente ampliar o portfólio e mais por conectar melhor o que já existe dentro da companhia. A estratégia envolve compartilhar competências entre diferentes negócios, incorporar novas tecnologias e ampliar a relação com estudantes para além das etapas tradicionais de ensino — uma forma de transformar escala e conhecimento acumulado em capacidade para formar mais gente, melhor e por mais tempo.

Da expansão à integração

O que começou em 1966, com a criação do Curso Pitágoras por cinco professores, transformou-se ao longo das décadas em uma empresa de serviços educacionais com marcas que atuam em diferentes etapas da formação, da primeira infância ao Ensino Superior e à educação profissional. Além do registro de uma trajetória de expansão, essa história ajuda a explicar as capacidades que a Cogna reúne hoje para responder aos próximos desafios da educação.

O crescimento trouxe escala, mas também complexidade. Em 2020, a Cogna iniciou uma revisão do portfólio e do modelo de operação. Vendeu escolas de educação básica, fechou faculdades deficitárias, reorganizou a estrutura de capital, acelerou a digitalização e ampliou os sistemas de ensino e as soluções complementares.

Em 2025, a companhia chegou a R$ 7 bilhões de receita líquida, R$ 2,3 bilhões de EBITDA recorrente e R$ 1,2 bilhão de geração de caixa operacional após investimentos — o maior resultado desse indicador desde 2017.

Ao avaliar essa trajetória, Valério destaca a capacidade de adaptação da companhia. “A principal transformação foi desenvolver a capacidade de mudar continuamente sem perder de vista aquilo que nos trouxe até aqui: a crença na educação como impulso para uma melhor versão das pessoas e organizações”, afirma.

A reorganização abriu espaço para uma segunda etapa da transformação. Depois de rever o portfólio e recuperar capacidade de investimento, a companhia passou a olhar para dentro e identificar como competências espalhadas entre diferentes negócios poderiam ser compartilhadas.

Marcas diferentes, competências compartilhadas

A integração não significa fazer todas as marcas funcionarem da mesma maneira. A proposta é preservar o que tornou cada uma reconhecida e, ao mesmo tempo, compartilhar recursos que podem ser usados em diferentes frentes.

O Anglo contribui com método e desempenho acadêmico. Ática e Saraiva reúnem conteúdo e uma relação construída ao longo de décadas com escolas e professores. A Anhanguera concentra experiência no Ensino Superior e na aproximação com o mercado de trabalho. O Singularidades atua na formação de educadores, enquanto a Red Balloon é especializada no ensino de inglês para crianças e adolescentes.

Na prática, a Cogna quer fazer com que conteúdo, dados, tecnologia, avaliação e conhecimento pedagógico circulem entre esses negócios. É o que a companhia chama de “Uma Só Cogna”: uma forma de operar que coloca o todo à frente das partes, compartilha capacidades entre os negócios e preserva a identidade de cada marca.

O Start Anglo é um dos exemplos mais concretos dessa lógica. Criada em 2023, a rede de franquias bilíngues combina competências que já existiam dentro do grupo, como o método do Anglo, conteúdos educacionais e conhecimento pedagógico.

Depois de uma fase inicial de testes, a iniciativa chegou a 61 contratos de franquia, 13 escolas em funcionamento e mais de 2 mil alunos.

IA entra na sala de aula

Na discussão sobre inteligência artificial, Valério destaca o papel do professor. Para o executivo, a tecnologia pode ampliar a personalização da aprendizagem, mas a mediação, o vínculo, o repertório e o julgamento pedagógico continuam nas mãos do educador.

“Aprender não é apenas acessar a resposta certa. Aprender exige esforço cognitivo, mediação, vínculo, repertório e desenvolvimento de pensamento crítico”, diz.

A inteligência artificial é outra frente dessa integração. Em vez de manter iniciativas isoladas em cada negócio, a Cogna criou um Centro de Excelência em IA para definir prioridades, organizar a estrutura tecnológica e acompanhar resultados.

No Ensino Superior, o EDU, tutor baseado em inteligência artificial, atende aproximadamente 360 mil estudantes. Um estudo com 84 mil alunos e mais de 1,4 milhão de interações apontou desempenho médio 4,6 pontos superior entre os usuários da ferramenta.

Na Educação Básica, o Plurall reúne cerca de 1,8 milhão de conteúdos e registra engajamento de aproximadamente 86% entre professores e 85% entre estudantes. A plataforma apoia a produção de atividades e a adaptação de materiais a diferentes necessidades de aprendizagem.

A mesma lógica de testar antes de escalar orienta o Cogna Labs, estrutura criada para experimentar novas propostas e avaliar seu potencial antes de levá-las aos diferentes negócios. As iniciativas passam por etapas de identificação de tendências, experimentação, medição e validação.

Da escola ao mercado de trabalho

Outro aprendizado que orienta a estratégia da companhia é que a formação não termina com a conclusão de uma etapa escolar.

As mudanças no mercado de trabalho reforçam essa necessidade. Segundo o relatório Future of Jobs 2025, do Fórum Econômico Mundial, 39% das competências atuais dos trabalhadores devem mudar ou se tornar ultrapassadas até 2030. No mesmo período, 59 em cada 100 profissionais deverão passar por algum tipo de treinamento ou requalificação.

A Cogna tenta conectar essa demanda à sua atuação no Ensino Superior e na educação continuada. O Emprega.AI, por exemplo, reúne mais de 500 mil vagas e usa inteligência artificial para apoiar a criação de currículos, simular entrevistas, identificar competências exigidas para determinadas carreiras e recomendar novas trilhas de formação.

É nesse contexto que a companhia fala em acompanhar a aprendizagem dos “2 aos 100 anos”. A visão organiza a Cogna em torno das necessidades de aprendizagem ao longo da vida, e não apenas das divisões tradicionais do setor: da Educação Básica à graduação, da entrada no mercado de trabalho à formação técnica, à educação continuada e à requalificação profissional.

Por trás dessa estratégia, há trajetórias que começam em momentos diferentes e continuam a se transformar: crianças que iniciam a vida escolar, jovens que chegam ao Ensino Superior, professores que buscam apoio para ensinar e profissionais que precisam desenvolver novas competências. É nessa diversidade de histórias que o legado de seis décadas encontra seu sentido de futuro.

Ao projetar os próximos anos, Valério resume a ambição de conectar o que foi construído ao longo de seis décadas para acompanhar mais momentos da jornada de aprendizagem. “Não penso em uma Cogna simplesmente maior. Penso em uma Cogna mais conectada, mais personalizada e presente por mais tempo na vida das pessoas”.

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