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Canadá questiona validade das eleições regionais na Venezuela

A ministra das Relações Exteriores Chrystia Freeland afirmou que as eleições de domingo se caracterizaram por "muitas irregularidades"

Eleições: a nota mencionou "o controle inconstitucional do Conselho Nacional Eleitoral (CNE)" (Carlos Eduardo Ramirez/Reuters)

Eleições: a nota mencionou "o controle inconstitucional do Conselho Nacional Eleitoral (CNE)" (Carlos Eduardo Ramirez/Reuters)

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AFP

Publicado em 17 de outubro de 2017 às 20h55.

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O Canadá questionou nesta terça-feira (17) a validade dos resultados das eleições de governadores, realizada no domingo na Venezuela, alegando que o processo se caracterizou por "irregularidades", em particular o controle da autoridade eleitoral.

"As eleições de domingo se caracterizaram por muitas irregularidades que trazem preocupações significativas e legítimas sobre a validade dos resultados", expressou em uma nota oficial a ministra das Relações Exteriores, Chrystia Freeland.

Entre essas irregularidades, que afetam a realização de eleições livres e justas, a nota mencionou "o controle inconstitucional do Conselho Nacional Eleitoral (CNE)".

Simultaneamente, a chefe da diplomacia canadense publicou no Twitter uma mensagem em espanhol, dizendo que "os venezuelanos têm o direito constitucional de eleger seus líderes mediante eleições livres, justas e transparentes. #Vzla".

Canadá e Estados Unidos são os dois únicos países que aplicaram até agora sanções contra funcionários venezuelanos.

Em 22 de setembro passado, o governo canadense anunciou a adoção de sanções financeiras contra o presidente Nicolás Maduro e 39 funcionários pela "deterioração da democracia" na Venezuela.

Entre os funcionários sancionados pelo Canadá está precisamente Tibisay Lucena, presidente do CNE.

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