Cameron irá encontrar rainha para iniciar campanha eleitoral

A campanha para a eleição nacional mais acirrada em décadas na Grã-Bretanha vai começar nesta segunda-feira

Londres - A campanha para a eleição nacional mais acirrada em décadas na Grã-Bretanha vai começar nesta segunda-feira, após o primeiro-ministro, David Cameron, encontrar a rainha Elizabeth depois da dissolução do Parlamento, iniciando uma disputa incomum para governar a economia de 2,8 trilhões de dólares.

Em um ritual cercado de tradição, Cameron irá ao Palácio de Buckingham para uma audiência com a monarca antes da eleição, marcada para 7 de maio, em uma formalidade que marca o fim simbólico de cinco anos de coalizão entre os conservadores, liderados pelo primeiro-ministro, e os liberais-democratas, de centro-esquerda.

Horas depois, Cameron, que diz querer outro mandato para "terminar o trabalho", deverá liderar um comício na área rural da Inglaterra, depois de alertar os eleitores que enfrentam uma "escolha difícil" entre competência econômica e caos.

O Partido Trabalhista, de oposição, pretende apresentar suas políticas e afirmou que as atitudes de Cameron em relação à Europa representam um perigo "claro e presente".

Cameron diz que a oposição iria atingir os eleitores com "uma bomba de impostos", acusação que foi negada.

Embora o governo continue funcionando formalmente até o próximo tomar posse, por convenção não são tomadas grandes decisões políticas enquanto os 650 membros do parlamento voltam a ser membros comuns da população.

A participação britânica contínua na União Europeia depende do resultado da eleição, assim como o futuro do Reino Unido e sua parte constituinte mais delicada: a Escócia.

Em um sinal de tempos incertos refletindo a fragmentação do panorama político, os líderes do dois principais partidos - Conservador e Trabalhista - vão se juntar na quinta-feira aos líderes de cinco outros partidos para um debate na televisão.

Os assuntos na pauta incluem como lidar com o déficit orçamentário, o futuro do problemático Serviço Nacional de Saúde (NHS) do país, e imigração.

Os dois principais partidos afirmam que querem organizar melhor os fluxos imigratórios e investir mais dinheiro no NHS.

A principal diferença entre os dois é sobre o déficit. Enquanto os conversadores prometem diminuir rapidamente com grandes cortes de gastos, os trabalhistas dizem que fariam a redução com mais calma e justiça.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 12,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser.

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.
Assine

exame digital + impressa

R$ 29,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

  • Edição impressa mensal.

  • Frete grátis
Assine

Já é assinante? Entre aqui.