Brasil e Argentina se comprometem a aumentar comércio regional

Compromisso foi selado em reunião realizada em Buenos Aires pelos ministros de Indústria do Brasil, Fernando Pimentel, e da Argentina, Débora Giorgi

Buenos Aires - Brasil e Argentina se comprometeram nesta sexta-feira a aumentar 'no curto prazo' o comércio regional, em uma estratégia que procura enfrentar juntos as consequências da crise global.

O compromisso foi selado em reunião realizada em Buenos Aires pelos ministros de Indústria do Brasil, Fernando Pimentel, e da Argentina, Débora Giorgi.

O encontro teve por objetivo avançar na instrumentação do Mecanismo de Integração Produtiva (MIP) que acertaram criar na semana passada as presidentas Dilma Rousseff e Cristina Kirchner, da Argentina, em reunião bilateral realizada na Venezuela.

Segundo um comunicado conjunto, Brasil e Argentina, as maiores economias do Mercosul - bloco também integrado por Paraguai e Uruguai -, acertaram 'avançar em uma maior participação regional no comércio a curto prazo'.

Pimentel e Daniela também se comprometeram 'a instrumentalizar mecanismos binacionais de financiamento que permitam potencializar o acesso aos mercados e uma maior integração dos aparelhos produtivos de ambos os países'.

Os ministros também fizeram acertos para um regime automotivo bilateral baseado em uma maior exigência de conteúdo regional de partes e peças 'que privilegie a agregação de valor e o desenvolvimento de provedores nacionais com maior conteúdo tecnológico'.

Neste mesmo sentido, os ministros vão impulsionar a integração produtiva em setores estratégicos como fabricação de autopeças, gás e petróleo, indústria naval e aeronáutica, entre outros.

Brasil e Argentina destacaram que 'este processo deve envolver de maneira ativa as empresas multinacionais para que estas desenvolvam provedores locais e agreguem ao processo de desenvolvimento tecnológico na região'.

A delegação brasileira se comprometeu a informar no transcurso da próxima semana sobre o modo pelo qual se poderá instrumentalizar o acesso de provedores argentinos a seu sistema de compras públicas. 

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