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Emprego e Livro Bege nos EUA, PMIs e conflito no Irã: o que move os mercados

A agenda de indicadores desta quarta, 4, é mais forte nos Estados Unidos com a divulgação da variação de empregos privados medida pela ADP

O que move os mercados: pano de fundo segue sendo as tensões no Oriente Médio. O mercado acompanha o quinto dia do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã (gorodenkoff/Getty Images)

O que move os mercados: pano de fundo segue sendo as tensões no Oriente Médio. O mercado acompanha o quinto dia do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã (gorodenkoff/Getty Images)

Publicado em 4 de março de 2026 às 05h30.

Os mercados entram nesta quarta-feira, 4, ainda sob o impacto da forte aversão ao risco que marcou o pregão anterior.

Na sessão passada, 3, o Ibovespa fechou em queda de 3,28%, aos 183.104 pontos, depois de chegar a cair mais de 4% ao longo do dia, refletindo a intensificação das tensões no Oriente Médio. Assim como as bolsas na Ásia, Europa e nos Estados Unidos, que também fecharam em queda.

O pano de fundo segue sendo as tensões no Oriente Médio. O mercado acompanha o quinto dia do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.

De um lado, o presidente americano, Donald Trump, descarta qualquer conversa e fala em uma nova onda de ataques. Do outro, o Irã ameaça atingir centros econômicos da região e o fluxo global de energia, inclusive com a possibilidade de fechamento do Estreito de Hormuz.

As sinalizações indicam que o conflito, iniciado no último fim de semana, não tem prazo para acabar — um fator que mantém investidores defensivos e atentos a qualquer novo desdobramento.

O que acompanhar nesta quarta

Em meio à incerteza geopolítica, a agenda macroeconômica ganha peso. Nos Estados Unidos, os investidores acompanham uma sequência de indicadores capazes de calibrar as expectativas para a política monetária.

Às 10h15 (horário de Brasília), sai a variação de empregos privados medida pela ADP, indicador que antecipa a leitura oficial do mercado de trabalho e costuma influenciar as projeções para o payroll de sexta-feira, 6. Por ser um dado de alta frequência, pode mexer com as apostas para os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

Na sequência, às 11h45, será divulgado o PMI de Serviços dos EUA, seguido, ao meio-dia, pelo ISM Não-Manufatura. Ambos refletem o desempenho do setor de serviços, segmento central da economia americana. Leituras mais fortes sinalizam dinamismo econômico e podem reforçar a percepção de inflação resiliente, com impacto direto nas decisões de investimento e nas expectativas para os juros.

Às 12h30, o dado semanal de estoques de petróleo bruto nos EUA entra no radar. O número costuma influenciar os preços da commodity no mercado internacional, com reflexos sobre inflação, moedas de países exportadores de energia e ações ligadas ao setor.

Mais tarde, às 16h, será divulgado o Livro Bege, documento que reúne a avaliação das condições econômicas nas diferentes regiões dos Estados Unidos e que também serve de subsídio para as decisões de política monetária.

Europa e Brasil na agenda

Antes da abertura dos mercados americanos, a agenda europeia concentra uma bateria de PMIs de serviços e compostos referentes a fevereiro em países como Espanha, Itália, França e Alemanha, além da leitura consolidada da zona do euro e do Reino Unido.

Também estão previstos dados de desemprego na Itália e na zona do euro, IPP da região e o PIB italiano do quarto trimestre.

No Brasil, os investidores acompanham, às 9h, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) mensal de janeiro. Às 10h, saem os PMIs de Serviços e Composto medidos pela S&P Global, indicadores importantes para medir o ritmo da atividade doméstica. Às 14h30, a divulgação do fluxo cambial estrangeiro pode ajudar a entender o comportamento recente do investidor internacional na B3.

A agenda também inclui discurso de Luis de Guindos, do Banco Central Europeu, às 10h30.

Temporada de balanços

No campo corporativo, a temporada de resultados segue movimentando o noticiário. Estão previstos os balanços de Ultrapar, Rumo e OceanPact, além de PagSeguro. Os números podem provocar ajustes pontuais nas ações dessas companhias, em um momento em que o mercado já opera sensível ao cenário externo.

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