Biden busca uma mulher para ter a seu lado — quem ele deve escolher?

Uma é uma proeminente advogada filha de uma indiana; a outra cresceu na Indonésia e é veterana de guerra. Quem o candidato democrata vai escolher?

Uma é veterana de guerra, a outra traz a bandeira de diversidade e a terceira conhece bem a pobreza – o candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Joe Biden, deverá escolher uma delas para ser sua vice. A ideia é mostrar que o candidato acolhe as diferenças e preza o eleitorado feminino. Estão no páreo as senadoras Kamala Harris, descendente de jamaicanos e indianos, Elizabeth Warren, que vem de uma família de poucos recursos, e Tammy Duckworth, ex-piloto de helicóptero das forças americanas no Iraque – ela perdeu as duas pernas na guerra.

Biden deverá revelar sua decisão na semana que vem. Segundo interlocutores próximos ao candidato democrata, ele tem conversado longamente com cada uma das três senadoras. A escolha está sendo feita com cuidado — o cargo de vice-presidente agora é mais importante que nunca. Com 77 anos, Biden poderá ser o presidente mais velho dos Estados Unidos caso seja eleito em novembro, o mês de seu aniversário. O vice poderá servir como uma espécie de seguro caso o presidente precise se ausentar por algum motivo, e também deve pavimentar o caminho do Partido Democrata para a eleição seguinte.

“A vantagem de Biden nas pesquisas eleitorais, de 8 a 15 pontos, indica que o jogo ainda não está ganho, por isso é preciso atenção nos próximos passos”, diz John Sitidiles, especialista em relações internacionais da Universidade de Colúmbia e consultor do governo americano para assuntos relacionados à geopolítica.

Veja o perfil das favoritas

Kamala Harris

Senadora pela Califórnia, ela disputou as primárias do Partido Democrata e só não seguiu em frente por falta de recursos para continuar a campanha. Kamala tem vários pontos a seu favor: é conhecida pelo eleitorado americano, vem de uma família multirracial e defende questões caras a uma boa parte da população, como a reforma da polícia e o corte de impostos para famílias de classe média.  Ela também é modesta. “Sinto-me honrada simplesmente por meu nome ser levado em conta na escolha para vice”, disse em uma entrevista ao jornal The New York Times.

Elizabeth Warren

Biden teve a oportunidade de aprofundar seu relacionamento com Elizabeth, de 71 anos, em 2016, quando ele pensou em concorrer às eleições para presidente. Na ocasião, Biden expressou seu desejo de que a senadora fosse sua vice. Ela carrega fortes credenciais na área econômica e da política: já foi professora de economia da Universidade de Harvard, uma das mais respeitadas do país, e ocupa uma das vagas do Senado desde 2013. Outro ponto positivo é sua origem, que não lembra em nada o elitismo de alguns políticos de seu partido. Elizabeth passou dificuldades na infância e adolescência. Seu pai, que era vendedor, teve um infarto e ficou sem emprego. Aos 13 anos, Elizabeth começou a trabalhar em um restaurante para ajudar a família.

Tammy Duckworth

No quesito diversidade e história de vida é difícil concorrer com a veterana de guerra Tammy Duckworth, de 52 anos, filha de uma tailandesa e um militar americano – ela nasceu na Tailândia, cresceu na Indonésia e estudou no Havaí. Depois de se formar em ciências políticas pela Universidade do Havaí, Tammy decidiu seguir a carreira militar e acabou sendo enviada ao Iraque em 2003. O helicóptero que Tammy pilotava caiu e ela perdeu ambas as pernas. De volta aos Estados Unidos, continuou nas forças armadas até 2014. Tammy já foi deputada e hoje é senadora pelo Estado de Illinois. Sua maior força é a bandeira do acolhimento às diferenças, que encontra bastante eco junto ao eleitorado com apreço pela diversidade. Ela sabe disso. “Tudo o que sou eu me dá uma força para combater Trump que outros não têm”, disse recente.

 

 

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