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Autoridades ainda tentam identificar vítimas de incêndio na Suíça

Sinalizadores usados em garrafas de champanhe podem ter provocado as chamas

Homenagens às vítimas do incêndio em uma estação de esqui na Suíça que deixou ao menos 40 mortos na noite de Ano Novo (MAXIME SCHMID / AFP)

Homenagens às vítimas do incêndio em uma estação de esqui na Suíça que deixou ao menos 40 mortos na noite de Ano Novo (MAXIME SCHMID / AFP)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 2 de janeiro de 2026 às 06h29.

As autoridades da Suíça trabalham contra o tempo nesta sexta-feira, 2, para identificar as quase 40 vítimas fatais do incêndio que destruiu um bar na estação de esqui de Crans-Montana durante as comemorações de Ano Novo. O fogo também deixou 115 feridos, muitos em estado grave.

A origem do incêndio no bar Le Constellation, com capacidade para 300 pessoas no interior e outras 40 na varanda, ainda não foi determinada. O local era frequentado principalmente por turistas estrangeiros, sobretudo jovens.

Testemunhas relataram cenas de pânico, com pessoas tentando quebrar janelas para escapar e outras correndo pelas ruas com queimaduras graves. A polícia alertou que a identificação das vítimas pode levar dias ou semanas, aumentando a angústia de familiares e amigos.

“Estamos tentando localizar nossos amigos. Postamos fotos no Instagram, Facebook e todas as redes sociais possíveis, mas não há resposta”, disse Eleonore, 17 anos.

O número exato de pessoas presentes no bar não foi confirmado, e as autoridades não informaram quantos permanecem desaparecidos.

O presidente suíço, Guy Parmelin, que assumiu o cargo na quinta-feira, classificou o episódio como “uma calamidade de proporções sem precedentes e aterrorizantes”. Ele anunciou que as bandeiras permanecerão a meio mastro por cinco dias. “Por trás dos números há rostos, nomes, famílias, vidas brutalmente interrompidas”, afirmou.

Segundo o comandante da polícia local, Frédéric Gisler, é provável que haja cidadãos estrangeiros entre as vítimas, dado o caráter internacional da estação. As autoridades estão em contato com embaixadas, especialmente da França e da Itália, que confirmaram cidadãos entre os feridos.

Na rua onde ocorreu a tragédia, fitas de isolamento, flores e velas foram colocadas nesta sexta-feira. O local permanece interditado.

Incêndio começou durante a madrugada

O fogo teve início por volta de 1h30 GMT (21h30 de quarta-feira em Brasília). “Pensamos que era um pequeno incêndio, mas quando chegamos lá era uma tragédia. A única palavra que posso usar é apocalipse”, disse Mathys, morador da cidade vizinha Chermignon-d’en-Bas.

Nathan, que esteve no bar antes do incêndio, relatou ter visto pessoas queimadas pedindo ajuda. As autoridades descartaram a hipótese de atentado. O ministro regional do Valais, Stéphane Ganzer, mencionou uma explosão, mas afirmou que foi consequência do fogo.

Depoimentos divulgados pela imprensa suíça, francesa e italiana indicam que sinalizadores usados em garrafas de champanhe durante apresentações para clientes podem ter provocado as chamas. “As funcionárias se aproximaram muito do teto com garrafas e, de repente, pegou fogo”, disse Axel, testemunha da tragédia.

A procuradora-geral do cantão, Béatrice Pilloud, informou que a investigação vai apurar se o bar cumpria normas de segurança e tinha saídas suficientes.

Feridos e apoio internacional

O hospital principal da região ficou sobrecarregado, e alguns feridos foram transferidos para Lausanne, Genebra, Zurique e até para França e Itália. A União Europeia afirmou estar em contato com autoridades suíças para oferecer assistência médica.

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, disse que 15 italianos ficaram feridos e um número semelhante está desaparecido. O governo francês informou que nove cidadãos do país estão entre os feridos e oito continuam desaparecidos.

Fontes da AFP indicaram que os proprietários do bar são franceses. Um casal, que segundo familiares escapou ileso, não foi localizado desde a tragédia.

Com informações da AFP

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