Repórter
Publicado em 18 de janeiro de 2026 às 11h12.
Mais de 200 mil residências estão sem energia elétrica em territórios do sul da Ucrânia ocupados pela Rússia após um ataque do exército ucraniano, informaram neste domingo autoridades representando Moscou.
“Como consequência de um ataque inimigo contra as infraestruturas da região, grande parte da região de Zaporizhzhia ficou sem abastecimento elétrico”, declarou no Telegram Yevgueni Balitski, administrador das áreas sob controle russo. Segundo ele, 213 mil clientes e 386 localidades estão atualmente sem eletricidade.
Na região vizinha de Kherson, o governador designado por Moscou, Vladimir Saldo, havia informado na noite anterior que um bombardeio ucraniano atingiu uma subestação elétrica, provocando cortes de energia em 14 cidades e 450 povoados. Posteriormente, afirmou que o serviço foi restabelecido.
Nos últimos meses, a Rússia intensificou ataques maciços contra a rede elétrica ucraniana, resultando em grandes interrupções no fornecimento de energia e calefação. O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, declarou “estado de emergência” no setor e solicitou o aumento das importações de eletricidade.
Segundo a força aérea ucraniana, a Rússia lançou 211 drones durante a noite, dos quais 167 foram derrubados. Zelensky informou que duas pessoas morreram.
O Ministério da Defesa russo, por sua vez, declarou ter derrubado 63 drones ucranianos no mesmo período, acrescentando que o ataque deixou vários feridos, de acordo com autoridades locais.
Uma delegação de negociadores da Ucrânia desembarcou nos Estados Unidos neste sábado, 17, para tratar de um possível plano de encerramento da guerra com a Rússia. As conversas envolverão o enviado do presidente Donald Trump, Steve Witkoff, e o genro do republicano, Jared Kushner, segundo um integrante da equipe ucraniana.
O grupo é liderado por Kirilo Budanov, novo chefe do gabinete do presidente Volodimir Zelensky, e tem reuniões previstas em Miami com Kushner, Witkoff e o secretário do Exército dos Estados Unidos, Dan Driscoll.
As tratativas ocorrem após meses de negociações paralelas conduzidas por representantes americanos com Kiev e Moscou, na tentativa de viabilizar um acordo que encerre o conflito.
Com informações da AFP