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Aliados de Maduro marcham em apoio à Constituinte na Venezuela

A chamada "Grande marcha popular" sairá da Praça Morelos e seguirá até o Palácio Federal Legislativo, sede do Parlamento

Aliados apostam na Constituinte de Maduro para tirar a Venezuela da crise (Carlos Garcia Rawlins/Reuters)

Aliados apostam na Constituinte de Maduro para tirar a Venezuela da crise (Carlos Garcia Rawlins/Reuters)

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EFE

Publicado em 7 de agosto de 2017 às 12h15.

Caracas - Simpatizantes do governo do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, se concentram nesta segunda-feira em uma praça do centro de Caracas para marchar até o Parlamento, de maioria opositora, em apoio à Assembleia Nacional Constituinte (ANC), instalada na última sexta-feira.

A chamada "Grande marcha popular" sairá da Praça Morelos e seguirá até o Palácio Federal Legislativo, sede do Parlamento.

Entretanto, os deputados opositores realizarão uma sessão ordinária na qual, segundo informou a Câmara em sua conta no Twitter, está previsto o acompanhamento de vários embaixadores, embora não tenha detalhado quais países estes diplomatas representam.

"Embaixadores estarão acompanhando parlamentares na jornada de hoje na AN (Assembleia Nacional, Parlamento)", apontou a Câmara.

No último dia 30 de julho foram eleitos os nomes que redigirão um novo ordenamento jurídico através da ANC, e estes constituintes se instalaram no palácio legislativo.

Segundo o Poder Eleitoral, mais de oito milhões de venezuelanos participaram das eleições desta Assembleia, um número que foi discutido pela empresa encarregada da recontagem de votos durante as eleições na Venezuela, a Smartmatic, e catalogado pela oposição como uma fraude.

A ANC é presidida pela ex-chanceler Delcy Rodríguez e, entre as promessas anunciadas em campanha, e que foi cumprida durante o fim de semana, a procuradora-geral, Luisa Ortega Díaz, foi substituída por Tarek William Saab, defensor público e chefe do Conselho Moral Republicano.

Segundo Maduro, principal impulsor da Constituinte, essa assembleia permitirá atacar a crise que atravessa o país e só através dela será possível alcançar a paz.

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