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Alarme de incêndio em plataforma estava desativado

Washington - O alarme de incêndio da plataforma da BP que afundou no Golfo do México estava desativado meses antes do acidente em abril que causou o maior desastre ambiental da história dos Estados Unidos. É o que disse hoje Mike Williams, que trabalhava na plataforma como técnico-chefe dos sistemas eletrônicos, em uma audiência na […]

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Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h37.

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Washington - O alarme de incêndio da plataforma da BP que afundou no Golfo do México estava desativado meses antes do acidente em abril que causou o maior desastre ambiental da história dos Estados Unidos.

É o que disse hoje Mike Williams, que trabalhava na plataforma como técnico-chefe dos sistemas eletrônicos, em uma audiência na cidade de Nova Orleans.

Segundo Williams, o sistema que usa luzes e alarmes para alertar sobre a existência de fogo ou alta concentração de produtos tóxicos estava programado para não soar.

Williams, que sobreviveu ao acidente de 20 de abril no qual 11 trabalhadores morreram, disse que o sensor funcionava, mas não estava preparado para ativar o alarme em situação de emergência.

Ex-funcionário da Transocean, proprietária da plataforma operada pela BP, Williams contou que o sensor do sistema estava ativo e enviava informações para um computador, mas este não estava preparado para ativar o alarme.

Segundo Williams, os responsáveis pela plataforma tinham dado ordens para desativar o sistema porque "não queriam acordar as pessoas às três da madrugada com alarmes falsos".

A plataforma operada pela BP afundou em 22 de abril, dois dias após um enorme incêndio que começou durante a noite.

Williams disse que, caso o sistema estivesse plenamente operacional, teria detectado o aumento na acumulação de gás e alertado os trabalhadores sobre a necessidade de evacuar a plataforma antes da primeira das duas explosões.

Segundo o ex-funcionário da plataforma, o sistema estava em um estado "calamitoso" quando ele começou a trabalhar na plataforma, em 2009, e que muitos dos detectores estavam com defeito.

Williams afirmou que quis reparar os problemas, mas que se deparou várias vezes com equipamentos que funcionavam mal.

A Transocean, a empresa suíça dona da plataforma operada pela BP e proprietária de dúzias de plataformas para perfurações petrolíferas em águas profundas, também está sendo investigada pela catástrofe no Golfo do México

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