O Burger King e o peso da cultura 3G Capital

ÀS SETE - Papéis da rede de fast food estreiam na bolsa na próxima segunda-feira e devem ser precificados no topo da faixa indicativa

De nanica a um fenômeno no mercado. É essa trajetória que a rede de fast food Burger King Brasil espera consolidar nesta quinta-feira, com a precificação de suas ações.

Os papéis, que estreiam na bolsa na próxima segunda-feira, devem ser precificados no topo da faixa indicativa, que vai de 14,50 a 18 reais, segundo informações da agência de notícias Reuters.

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Se sair neste valor, a oferta inicial de ações (IPO) do Burger King poderá movimentar 2,26 bilhões de reais. Deste total, cerca de 886 milhões de reais iriam para o caixa da empresa financiar sua expansão no país.

A rede, que até 2011 era uma desconhecida de metade dos brasileiros, cresceu mais de cinco vezes desde então, para 628 restaurante.

Apesar do esperado bom desempenho do IPO, a companhia está longe de ser uma unanimidade entre analistas. Eles se queixam da falta de clareza nos valores apresentados.

Criticam, por exemplo, que a geração de caixa (medida pelo Ebitda) exclua gastos com a abertura de lojas antes de serem inauguradas, mas inclua o crescimento das lojas logo após a inauguração.

Mesmo com esses problemas, muita gente entra apostando que a cultura 3G Capital, do trio Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, vai trazer uma eficiência e consequentemente ganhos descomunais.

“O Burger King não está trazendo nenhuma inovação que vá mudar o setor. O que anima o mercado é a possibilidade de uma trajetória similar à da Ambev, em termos de crescimento e eficiência”, afirma o consultor de restaurantes Sergio Molinari, da Food Consulting. O maior teste do Burger King começa nesta quinta-feira.

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