Mercado Imobiliário

Valor do aluguel residencial sobe mais que a inflação em 2025

A alta acumulada em 12 meses acelerou de 6,92% para 8,85%, segundo a FGV; 2026 deve manter viés de alta

Rio de Janeiro: capital fluminense liderou a variação em 12 meses, com alta de 12,11%, ante 5,50% em novembro. (João Prudente/Pulsar Imagens/Divulgação)

Rio de Janeiro: capital fluminense liderou a variação em 12 meses, com alta de 12,11%, ante 5,50% em novembro. (João Prudente/Pulsar Imagens/Divulgação)

Letícia Furlan
Letícia Furlan

Repórter de Mercados

Publicado em 7 de janeiro de 2026 às 09h02.

O preço dos aluguéis residenciais subiu 0,51% em dezembro de 2025, segundo o Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR), calculado pelo FGV IBRE. Com o avanço, a alta acumulada em 12 meses acelerou de 6,92% para 8,85%.

O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal), indicador de inflação também calculado pela FGV que mede a variação de preços semanais para famílias de renda mais baixa no Brasil, teve variação de 4% nos últimos 12 meses.

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No mesmo período, o IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado), que mede variações de preços em toda a cadeia econômica e amplamente utilizado para reajustes de aluguéis no Brasil, registrou variação negativa de 1,05%.

“Os dados de 2025 refletem um mercado demanda aquecida e espaço para repasses. Embora o índice nacional tenha avançado 0,51% em dezembro, o acumulado em 12 meses saltou para 8,85%, ligeiramente acima dos reajustes em 2024. Esse movimento indica que os efeitos defasados da inflação e o processo de recomposição de preços seguem influenciando o mercado de aluguéis”, afirma Matheus Dias, economista do FGV IBRE.

Segundo ele, o início de 2026 deve manter o viés de alta. Entre os vetores de pressão, estão os juros ainda elevados, a inflação de serviços e a oferta limitada de imóveis em áreas centrais.

Capitais em alta

Entre novembro e dezembro, o IVAR subiu em três das quatro capitais analisadas. Belo Horizonte teve a maior variação do mês, com alta de 1,11%. Em São Paulo, o avanço foi de 0,65%, enquanto Porto Alegre registrou aumento de 0,25%. O Rio de Janeiro ficou estável no período, com variação de 0,00%.

Mas foi na leitura interanual que os dados mostraram aceleração mais expressiva.

O Rio de Janeiro liderou a variação em 12 meses, com alta de 12,11%, ante 5,50% em novembro. Em São Paulo, o índice passou de 6,53% para 9,48%. Belo Horizonte manteve o patamar elevado, com 11,27% de alta em 2025, uma leve desaceleração frente aos 11,37% anteriores.

Porto Alegre foi a única capital a registrar arrefecimento mais consistente. A taxa acumulada caiu de 4,63% para 3,32% no fechamento do ano.

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