Villa Tropical: Condomínio de luxo fica na região de Siracusa, na Sicília (Salvatore Laporta/KONTROLAB /LightRocket /Getty Images)
Repórter de Mercados
Publicado em 29 de janeiro de 2026 às 10h00.
Um grupo de empresários brasileiros decidiu transformar uma fatia da costa italiana em ativo estratégico para viver e investir fora do Brasil. Em Ávola, cidade da região de Siracusa, na Sicília, eles estão por trás do Villa Tropical — condomínio de alto padrão com vista para o mar e gestão profissional
A iniciativa une três objetivos comuns entre brasileiros de alta renda: obtenção de residência na Europa, proteção patrimonial e diversificação geográfica dos investimentos.
O projeto foi lançado em novembro de 2025 e as vendas para contatos exclusivos já começaram. A expectativa é concluir as vendas dentro do primeiro semestre de 2026, quando começam as obras. "Seguindo a lei italiana, teremos até 2 anos para entregar o projeto totalmente pronto", afirma Gabriel Loschiavo, sócio da Intrust, empresa responsável pela viabilização da obra.
Segundo Loschiavo, não se trata apenas de adquirir uma casa, mas de acessar o programa Golden Visa da Itália.
O empreendimento terá dez casas, oito unidades de 120 metros quadrados e duas maiores, com 220 metros quadrados e 260 metros quadrados. A integração entre áreas internas e externas é total e o projeto também incorpora infraestrutura compartilhada de alto padrão: piscina aquecida, spa, sauna, bar e áreas de convivência. Um passeio central conecta os espaços do bairro privado. Os preços variam de 700 mil euros a 1,25 milhão de euros.
Em Ávola, cidade da região de Siracusa, na Sicília, um grupo de brasileiros está por trás do Villa Tropical
Diferente de outros programas europeus, o Golden Visa italiano não prevê visto por compra direta de imóvel. Por isso, o Villa Tropical foi estruturado com um modelo jurídico específico: “O investimento é feito por meio de uma S.r.l., sociedade italiana semelhante a uma limitada no Brasil”, explica Loschiavo.
Ao aportar capital na empresa gestora do projeto, o investidor se torna sócio com quota do tipo Classe A. Isso garante a posse perpétua da unidade, com escritura definitiva registrada na Itália. Já a Intrust atua como sócia gestora (Classe B), responsável pela entrega, operação e locação das unidades.
“Essa estrutura é o que qualifica o projeto para o Golden Visa: um investimento direto em empresa italiana existente, com valor mínimo de 500 mil euros e geração de impacto econômico local”, diz. O capital deve ser mantido por ao menos dois anos para garantir a elegibilidade do visto.
O projeto Villa Tropical oferece duas opções de pagamento para atender diferentes perfis de investidores. A primeira é voltada a quem busca agilidade no processo de residência. Nessa opção, o investidor aporta ao menos 500 mil euros diretamente na sociedade operadora do empreendimento "Com isso, o processo de solicitação pode ser iniciado de forma imediata, enquanto o restante do valor da unidade pode ser negociado em condições distintas", explica.
Já a segunda opção atende investidores que preferem diluir os pagamentos ao longo da construção. Os aportes são parcelados conforme os marcos da obra, e a elegibilidade para o Golden Visa só se dá quando a soma das parcelas atinge o patamar de 500 mil euros.
O projeto oferece também a possibilidade de renda passiva. A operação será centralizada por um pool de locação administrado pela gestora, que cuidará da manutenção e comercialização das unidades. A meta é atrair turistas de alto padrão com diárias compatíveis com o segmento de luxo europeu.
“O Villa Tropical foi concebido como um ativo financeiro inteligente. É uma forma de dolarizar o patrimônio em euro, com rendimento passivo e regime tributário otimizado para novos residentes na Itália”, afirma Loschiavo. “É uma estratégia para quem deseja proteger capital e, ao mesmo tempo, acessar oportunidades de mobilidade internacional e um futuro europeu para a família.”
Segundo ele, os perfis variam entre investidores que buscam diversificação e famílias que desejam viver na Europa. “Há quem busque apenas rendimento, mas há também quem esteja olhando para educação dos filhos, saúde pública, liberdade de circulação e qualidade de vida.”