Leblon: Em dezembro, o valor médio no bairro chegou a R$ 25.717, à frente de Ipanema, também no Rio de Janeiro, e Itaim Bibi, em São Paulo (Gonzalo Azumendi/Getty Images)
Repórter de Mercados
Publicado em 7 de janeiro de 2026 às 11h16.
O mercado imobiliário residencial brasileiro fechou 2025 com alta de 6,52% nos preços de venda, segundo o Índice FipeZAP, superando o IPCA acumulado de 4,46% até novembro, medido pelo IBGE. Foi o segundo melhor desempenho anual dos últimos 11 anos — atrás apenas de 2024, quando a valorização chegou a 7,73%.
O índice é desenvolvido pela Fipe em parceria com o Grupo OLX e consolida dados de 56 cidades brasileiras. Todas elas registraram aumento de preços em 2025. O valor médio nacional do metro quadrado residencial alcançou R$ 9.611 em dezembro.
Bairros de alto padrão voltaram a se destacar na média nacional, com o Leblon, no Rio de Janeiro, reafirmando sua posição como o metro quadrado mais caro do Brasil. Em dezembro, o valor médio no bairro chegou a R$ 25.717, à frente de Ipanema (R$ 25.302). Mesmo partindo de uma base já elevada, o Leblon teve valorização anual de 6,6%.
Em São Paulo, o Itaim Bibi fechou 2025 com preço médio de R$ 19.468 por metro quadrado, após alta de 5,9%. Pinheiros teve valorização de 2,7%, alcançando R$ 18.355. Fora do eixo Rio-São Paulo, a Savassi, em Belo Horizonte, liderou entre os bairros com maior alta percentual: 13,2%, mais que o dobro da média nacional, com o metro quadrado a R$ 18.053.
Para efeito de comparação, comprar um imóvel de 100 metros quadrados no Itaim custaria R$ 1,9 milhão; enquanto comprar o mesmo imóvel no Leblon sairia por R$ 2,5 milhões.O topo do ranking segue concentrado no Rio de Janeiro, com Leblon e Ipanema como os únicos bairros acima de R$ 25 mil por metro quadrado. Na sequência, São Paulo aparece com três bairros no top 10 — e a presença de Belo Horizonte, Curitiba e Vitória reforça que a valorização não ficou restrita ao eixo Rio–SP.
Outros bairros ainda ficaram acima de R$ 15 mil por metro quadrado: Santo Agostinho (Belo Horizonte) — R$ 16.253/m²; Moema (São Paulo) — R$ 15.954/m²; Lourdes (Belo Horizonte) — R$ 15.735/m²; Mata da Praia (Vitória) — R$ 15.689/m²; Barro Vermelho (Vitória) — R$ 15.560/m²; Agronômica (Florianópolis) — R$ 15.325/m².
Rio de Janeiro: 3 bairros entre os dez mais caros
O Rio lidera o ranking com Leblon e Ipanema, os únicos acima de R$ 25 mil/m², e ainda emplaca a Lagoa na oitava posição (R$ 17.437/m²).
São Paulo: 3 bairros entre os dez mais caros (e mais um acima de R$ 15 mil/m²)
São Paulo aparece com Itaim Bibi, Pinheiros e Jardins, além de Moema entre os bairros acima de R$ 15 mil/m² (R$ 15.954/m²).
Vitória: 2 bairros entre os dez mais caros (e mais dois acima de R$ 15 mil/m²)
Vitória contribui com Enseada do Suá e Praia do Canto, além de Mata da Praia e Barro Vermelho acima de R$ 15 mil/m². É também a capital com o metro quadrado mais caro em média entre as cidades citadas.
Belo Horizonte: 1 bairro entre os dez mais caros (e mais dois acima de R$ 15 mil/m²)
BH aparece com a Savassi no top 10 e ainda traz Santo Agostinho e Lourdes entre os bairros acima de R$ 15 mil/m².
Curitiba: 1 bairro entre os dez mais caros
Curitiba entra com o Batel (R$ 18.019/m²), em valor semelhante ao de bairros paulistanos e mineiros do topo.
Florianópolis: fora do Top 10, mas acima de R$ 15 mil/m²
A capital catarinense não aparece entre os dez primeiros, mas entra na faixa acima de R$ 15 mil/m² com Agronômica (R$ 15.325/m²).