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Qual é a capital com Uber e 99 mais caros do Brasil? Não é São Paulo

Segundo dados consolidados do IPCA, os preços aumentaram 56,08% em todo país no ano passado

Uber: os preços de transporte por aplicativo aumentaram 56,08% em todo o país no ano passado (Marek Antoni Iwanczuk/SOPA Images/LightRocket/Getty Images)

Uber: os preços de transporte por aplicativo aumentaram 56,08% em todo o país no ano passado (Marek Antoni Iwanczuk/SOPA Images/LightRocket/Getty Images)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 9 de janeiro de 2026 às 14h27.

Última atualização em 9 de janeiro de 2026 às 14h28.

O transporte por aplicativos, como Uber e 99, foi o item do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) com maior alta nos preços em 2025.

Segundo dados consolidados do último ano, divulgados nesta sexta-feira, 9, os preços aumentaram 56,08% em todo o país no ano passado.

No ano, a inflação brasileira fechou em 4,26%.

O preço varia de acordo a capital pesquisada. Aracaju, no Sergipe, foi a capital com a menor alta, com 33,82%. Já em Porto Alegre, os preços subiram 83,40%, maior variação registrada.

Recife, Grande Vitória, Brasília, Rio de Janeiro e São Luís foram outras capitais onde a alta ficou acima da média nacional.

Cidade% de alta
Porto Alegre (RS)83,40%
Brasília (DF)67,75%
Rio de Janeiro (RJ)66,27%
Grande Vitória (ES)63,20%
Recife (PE)60,80%
São Luís (MA)56,77%
Fortaleza (CE)49,29%
Campo Grande (MS)48,25%
Salvador (BA)47,87%
São Paulo (SP)46,51%
Goiânia (GO)46,26%
Belo Horizonte (MG)46,14%
Aracaju (SE)33,82%

A alta de 2025 contrasta com os dados de 2024, quando o aumento dos preços do transporte por aplicativo foi de apenas 9,97% de janeiro a dezembro daquele ano.

Alta de preços é apontada por usuários

Como a EXAME mostrou, a alta dos preços já haviam sido captada por usuários. Nas redes sociais, pessoas relataram a alta do preço dinâmico nos aplicativos Uber e 99, além de relatarem que trechos curtos estão custando mais que o normal observado pelos usuários nos últimos meses.

Em nota enviada à EXAME em dezembro, a Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (AMOBITEC), que representa a 99 e Uber, afirma que as empresas operam de uma maneira para "equilibrar as demandas" com os motoristas disponíveis e que os valores podem ter variação dinâmica.

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