Moura Dubeux confirmou que estuda uma oferta subsequente de ações ordinárias (follow-on) (Leandro Fonseca /Exame)
Repórter de Mercados
Publicado em 14 de janeiro de 2026 às 09h06.
A Moura Dubeux (MDNE3) encerrou 2025 com R$ 3,51 bilhões em vendas líquidas, alta de 47% sobre 2024, e avalia uma nova oferta de ações que pode movimentar até R$ 500 milhões. O desempenho foi impulsionado por uma sequência de lançamentos de alto volume no segundo semestre.
Somente no quarto trimestre, a incorporadora vendeu R$ 698 milhões em empreendimentos, avanço de 34,1% na comparação anual..
No mesmo período, a empresa lançou três projetos, com VGV líquido (valor geral de vendas) de R$ 988,4 milhões — mais que o dobro dos R$ 460 milhões lançados no quarto trimestre de 2024. No acumulado do ano, foram 17 empreendimentos e R$ 4,59 bilhões em VGV líquido.
Apesar do ritmo, o índice de vendas sobre oferta (VSO) líquida caiu para 16,8% no trimestre, 2,7 pontos percentuais abaixo do mesmo período do ano anterior.
Moura Dubeux está entre as ações que mais valorizaram em 2025Em fato relevante divulgado após os resultados operacionais, a Moura Dubeux confirmou que estuda uma oferta subsequente de ações ordinárias (follow-on). A operação prevê distribuição primária de ações, com montante inicial de R$ 250 milhões e possibilidade de lote adicional de mesmo valor.
A emissão seria destinada exclusivamente a investidores profissionais no Brasil e teria esforços de colocação no exterior. A companhia contratou Itaú BBA, BTG Pactual, Bradesco BBI e Santander Brasil para coordenar os preparativos e avaliar a viabilidade da transação.
Os controladores da incorporadora, pessoas físicas, já se comprometeram a subscrever até R$ 90 milhões da oferta prioritária, ao preço que for definido após o processo de bookbuilding. A empresa assegura que, mesmo com a captação, não haverá alteração no controle acionário.
A oferta ainda depende de condições favoráveis de mercado, aprovação societária e apetite dos investidores. Até a publicação do comunicado, não havia oferta pública em curso.
Caso siga adiante, a captação pode reforçar o caixa da incorporadora em um momento de forte crescimento — com recordes operacionais, mas também com exigências maiores de capital para financiar os lançamentos.