Mercado Imobiliário

JHSF reforça aposta no luxo e compra terminal de aviação executiva em Miami

Aquisição reforça estratégia da empresa em obter receitas recorrentes de ativos de alto padrão

Embassair: operação de aviação executiva localizada no Opa-Locka Executive Airport, em Miami (JHSF /Divulgação)

Embassair: operação de aviação executiva localizada no Opa-Locka Executive Airport, em Miami (JHSF /Divulgação)

Letícia Furlan
Letícia Furlan

Repórter de Mercados

Publicado em 27 de abril de 2026 às 13h38.

A JHSF acaba de adquirir uma operação de aviação executiva em Miami, nos Estados Unidos. O movimento amplia a presença da companhia fora do Brasil e conecta ativos considerados estratégicos dentro da sua plataforma de mobilidade para clientes de alta renda.

A aquisição envolve a Embassair e foi realizado por meio de um fundo gerido pela JHSF Capital, com a companhia como investidora majoritária. O valor da compra não foi revelado. A Embassair é um FBO (sigla em inglês para fixed base operator), empresa que fornecendo serviços para a aviação executiva dentro do Opa-Locka Executive Airport, considerado um dos principais hubs dessa modalidade nos Estados Unidos.

O terminal funciona 24 horas e reúne serviços que vão do abastecimento de aeronaves ao atendimento de passageiros, com possibilidade de expansão. Há ainda previsão de implementação de controle migratório no próprio terminal, via CBP (U.S. Customs and Border Protection), o que pode elevar o nível de conveniência para voos internacionais.

A cerca de 30 minutos do centro de Miami, o aeroporto está inserido em um dos mercados mais relevantes do mundo para a aviação executiva — e já faz parte das rotas frequentes de clientes brasileiros. O local é também um dos principais destinos de voos que partem do São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional, ativo da própria JHSF no interior paulista.

A leitura da companhia é de sinergia direta entre os dois ativos. “Essa aquisição reforça nossa estratégia de expansão internacional na aviação executiva e a vertical de renda recorrente da JHSF”, afirma Augusto Martins, CEO da empresa. “Estamos ampliando nossa presença em mercados-chave e fortalecendo nossa atuação em rotas estratégicas para os clientes”.

Segundo o executivo, a integração com o Catarina deve permitir uma experiência mais fluida ao cliente, do embarque no Brasil até a chegada nos Estados Unidos. A tese é capturar valor em toda a jornada, conectando infraestrutura, serviços e relacionamento.

A operação também reforça um dos pilares recentes da companhia: a construção de receitas recorrentes a partir de ativos de alto padrão. Nesse modelo, a JHSF deixa de depender apenas da venda imobiliária e passa a explorar serviços contínuos ligados ao seu ecossistema.

Para viabilizar a transação, a empresa estruturou o JHSF Capital FBOs Fund LP, veículo internacional dedicado a investimentos nesse segmento. A expectativa é que a aquisição em Miami sirva como base para novas expansões fora do país, consolidando uma plataforma integrada de mobilidade para o público de alta renda.

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