Mercado Imobiliário

Mulheres lideram busca por aluguel de imóveis no Brasil, diz pesquisa

Segundo a Universal Software, mulheres dominam as buscas por aluguel. Na hora de comprar, a vantagem masculina existe, mas é pequena

Universal Software: entre os tipos de imóveis mais pesquisados para locação, as casas aparecem com ampla vantagem (Montagem EXAME com elemento do Canva)

Universal Software: entre os tipos de imóveis mais pesquisados para locação, as casas aparecem com ampla vantagem (Montagem EXAME com elemento do Canva)

Letícia Furlan
Letícia Furlan

Repórter de Mercados

Publicado em 28 de abril de 2026 às 05h00.

A busca por imóveis para alugar no Brasil é majoritariamente conduzida por mulheres, enquanto a procura pela casa própria apresenta leve predominância masculina. É o que aponta um levantamento da Universal Software, empresa de gestão para imobiliárias, com base em dados do Google entre abril de 2025 e março de 2026.

Segundo a pesquisa, as mulheres representam 53,8% das buscas relacionadas à locação de imóveis. Já entre as pesquisas voltadas à compra, os homens aparecem à frente, com 50,8% das buscas.

O estudo analisou o volume médio mensal de pesquisas no Google e comparou a intenção de busca por aluguel e compra de imóveis. Os dados refletem o interesse online dos usuários, e não a efetivação de contratos.

Entre os tipos de imóveis mais pesquisados para locação, as casas aparecem com ampla vantagem. O termo “casa para alugar” registra cerca de 146 mil buscas mensais, mais de quatro vezes acima da média de buscas por “casas à venda”, que fica em torno de 35,5 mil.

Na sequência, aparecem apartamentos, com 52 mil buscas mensais, e kitnets, com 20 mil. Chácaras, sítios e imóveis genéricos também aparecem entre os termos mais pesquisados. Os menores volumes ficam com formatos mais compactos ou específicos, como sala, loft e studio para alugar. O termo “studio para alugar” registra cerca de 1 mil buscas mensais.

Com base na média mensal de buscas no Google Brasil entre abril de 2025 e março de 2026, o ranking é liderado por:

O resultado reforça a força dos imóveis horizontais no mercado de locação. Casas costumam ser associadas a mais espaço, privacidade e flexibilidade de uso, atributos que ganharam relevância nos últimos anos com mudanças no estilo de vida e maior valorização do conforto dentro de casa.

Aluguel ganha força em cenário de maior cautela

A diferença entre buscas por aluguel e compra pode estar ligada a fatores econômicos e sociais. A locação exige menor comprometimento financeiro inicial, o que amplia o acesso à moradia em um ambiente de juros, crédito e renda ainda sensível para muitas famílias.

Outro fator é a busca por flexibilidade. Mudanças profissionais, avanço do trabalho remoto e incertezas econômicas tornam o aluguel uma alternativa menos arriscada para quem precisa se adaptar rapidamente.

A própria jornada digital também influencia o volume de buscas. A procura por aluguel tende a ser mais recorrente e imediata, enquanto a compra costuma envolver um processo mais longo, com maior planejamento financeiro.

O protagonismo feminino nas buscas por aluguel indica uma mudança relevante para imobiliárias e corretores. Segundo o levantamento, as mulheres aparecem como principais iniciadoras da jornada digital de locação, o que exige uma gestão mais atenta às prioridades desse público.

Embora o estudo não aprofunde as motivações por trás desse comportamento, a Universal Software aponta que a maior presença feminina pode estar associada à busca por praticidade, controle do orçamento doméstico e flexibilidade financeira.

O perfil familiar também pode influenciar a escolha. Casas de rua, por exemplo, tendem a aparecer com maior frequência entre mulheres casadas ou com filhos, enquanto têm menor presença entre mulheres mais jovens.

Para o setor imobiliário, os dados reforçam a importância de estratégias digitais mais segmentadas. A jornada de busca por imóvel começa cada vez mais nas plataformas online, antes mesmo do contato com o corretor.

Nesse contexto, velocidade de resposta, personalização do atendimento e organização das informações se tornam fatores centrais para converter interesse em contrato.

Ferramentas como CRM imobiliário ganham espaço nesse processo ao reunir dados de clientes, imóveis e atendimentos em um único sistema. Na prática, essas plataformas ajudam imobiliárias e corretores a acompanhar negociações, entender preferências e oferecer respostas mais alinhadas ao perfil de cada consumidor.

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