Sob pressão, marcas internacionais racistas são extintas

Tradicionais fora do Brasil, nomes como Uncle Ben’s e Aunt Jemima, da Mars e da Pepsico, perpetuaram estereótipos racistas por décadas

Uncle Ben's: sob acusação de racismo, marca mudará comunicação Uncle Ben's: por décadas, marca trouxe imagem de homem negro, evocando período de escravidão nos EUA

Uncle Ben's: por décadas, marca trouxe imagem de homem negro, evocando período de escravidão nos EUA (Eva Hambach/Getty Images)

O movimento antirracista, que ganhou mais visibilidade após o assassinato de George Floyd, nos EUA, começa a impactar empresas de maneira relevante. Com a adesão de diversas organizações ao movimento Black Lives Matter, multinacionais anunciaram a extinção de marcas baseadas em estereótipos racistas.

Uma delas é a Aunt Jemima, marca do grupo Pepsico para produtos como mistura pronta para panquecas e xarope de bordo (também conhecido como maple). Por décadas, a embalagem mostrou a personagem “Tia Jemima”, uma mulher negra que evoca as empregadas domésticas do sul dos Estados Unidos, região de passado escravagista e segregacionista, de forte discriminação racial.

Pertencente à Pepsico, o conglomerado Quaker Oats, que regula a marca, reconheceu que a imagem da “Tia Jemima” evoluiu ao longo do tempo, “mas não o suficiente”. A empresa divulgou que o logo deve ser alterado até o fim do ano.

De maneira análoga, a marca de arroz Uncle Ben’s traz um a imagem de um homem negro, evocando o trabalho escravo nas plantações de arroz e algodão, também no sul dos EUA.

Os produtos Uncle Ben’s pertencem à Mars, que emitiu um comunicado afirmando que “o tempo de evoluir a marca Uncle Ben’s chegou, o que inclui sua identidade visual, e é o que faremos”. A organização, no entanto, diz ainda não saber que mudanças serão feitas, e nem a que prazo.

A marca americana de farinha de sêmola Cream of Wheat, representada por um cozinheiro negro, também deve refazer seu design. “Nos comprometemos a avaliar nossas embalagens e a tomar medidas proativas para garantir que a marca não contribua com o racismo sistêmico”, afirmou a empresa B&G, proprietária da marca, em um comunicado.

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