Marcel Desco, VP de Clientes e Marketing da Pague Menos (Divulgação/Ilustração gerada por IA/Exame)
Repórter de Marketing
Publicado em 6 de outubro de 2026 às 16h54.
Última atualização em 6 de outubro de 2026 às 19h21.
A rede brasileira de farmácias Pague Menos e a agência Lola\TBWA criaram a campanha Pague Menos Scan, que transformou imagens com a expressão “pague menos” em acesso a descontos e movimentou R$ 4,46 milhões em vendas brutas durante quatro semanas. A ação registrou 143,3 mil usuários, 91,6 mil pedidos e 179,5 mil produtos vendidos.
“Pague menos” é uma expressão bem popular no varejo. E a Pague Menos, rede brasileira de farmácias que atua com lojas físicas e canais digitais, percebeu que estava explorando pouco essa “propaganda perfeita”. Com isso, em parceria com a Lola\TBWA, a marca criou uma ação para transformar a frase em uma espécie de porta de entrada para suas ofertas. Resultado: em quatro semanas, a estratégia movimentou R$ 4,46 milhões em vendas brutas.
"O varejo sempre usou a expressão ‘pague menos’ em banners, anúncios e ofertas, por que não transformar essa exposição espontânea em uma oportunidade para a nossa marca?”, avalia Marcel Desco, VP de clientes e marketing da Pague Menos. Em conversa com a EXAME, o executivo conta que a ideia era trabalhar um "marketing gratuito que levasse o consumidor diretamente para as ofertas da rede."
Batizada de Pague Menos Scan, a campanha permitia ao consumidor escanear qualquer imagem com “pague menos”. A expressão, então, direcionava o cliente a um desconto, que poderia ser utilizado no site ou app da rede.
Ao longo das quatro semanas de ativação, a campanha registrou 143,3 mil usuários, 91,6 mil pedidos e 179,5 mil produtos vendidos, distribuídos em 693 SKUs.“Os resultados mostram que conseguimos transformar uma comunicação que já existia no mercado em experiência, interação e, principalmente, em vendas”, diz Desco.
Aldo Pini, CSO e COO da Lola\TBWA, agência e companhia, já haviam testado o quanto esse marketing espontâneo poderia trazer bons resultados para a Pague Menos. No ano passado, a empresa criou, para algumas lojas específicas, um pack promocional no qual a expressão “pague menos” foi substituída pelo logo da empresa.
A reação chamou a atenção: “O consumidor interage com aquele risinho e fala: 'Espertos esses caras’”, conta Pini.
A partir dessa percepção, a agência trabalhou uma ação que conseguisse levar o mesmo conceito para uma escala maior.
Aldo Pini, CSO e COO da Lola\TBWA (Divulgação)
Para escalar, utilizar tecnologia foi a saída, mas a campanha foi desenhada para que essa tecnologia ficasse praticamente invisível na experiência. O consumidor não precisava baixar um aplicativo, por exemplo, apenas abrir a câmera do celular, reconhecer a expressão e acessar as ofertas por meio de um web app.
Segundo os executivos, o desenvolvimento de todos os processos levou cerca de 60 dias. O principal desafio foi justamente garantir que o web app entregasse uma boa experiência.“A Pague Menos é uma marca inovadora e tem muito rigor em tudo que ela faz. Se a empresa vai entregar um serviço ou atendimento, tem que ser de qualidade. Então, precisávamos garantir que a ação que começava no ambiente físico e terminava no digital também fosse inteira de qualidade", reforça Pini.
De acordo com a Pague Menos, o objetivo inicial com a campanha era menos transacional do que o resultado final sugere. Segundo Desco, a ação foi pensada principalmente para gerar alcance, reconhecimento de marca e levar novos usuários ao ambiente digital da Pague Menos.
“Começamos com um objetivo voltado muito para alcance e awareness. Mas, além disso, conseguimos conversão quase como um efeito colateral. Tínhamos o objetivo de levar pessoas para o web app e, assim, conhecerem mais da Pague Menos, mas acabamos conseguindo autofinanciar a campanha com vendas", diz Desco.
Para a companhia, os pedidos também representaram uma oportunidade de ativar consumidores no canal digital.
"Consideramos esses 90 mil pedidos como 90 mil novos clientes ativados."
Os indicadores de marca acompanharam esse movimento. Segundo a companhia, a percepção positiva do público chegou a 4% já na primeira semana.
A campanha também acumulou mais de 12 milhões de impactos e visualizações organicamente e 41,7 mil curtidas. Foram 26 publicações na imprensa, com alcance orgânico superior a 85 mil pessoas.Segundo Pini, outro aspecto da campanha foi a combinação entre nomes de grande alcance e uma estratégia regionalizada de creators. Parte relevante dos 49 influenciadores envolvidos era formada por microcreators, concentrados nas regiões em que a Pague Menos tem presença mais forte. A campanha também contou com figuras famosas como Juliette e Ed Gama.
Para o executivo da Lola\TBWA, essa estratégia ajudou a levar uma iniciativa baseada em uma ideia geral para diferentes contextos locais de consumo, sem depender exclusivamente de uma estratégia de mídia de massa. E, segundo Pini, esse desenho é parte do motivo pelo qual o resultado de vendas ganhou relevância.
"Isso mostra o potencial que você tem quando trabalha uma marca com relevância cultural."
Com um projeto que conseguiu unir necessidade de negócio à ideia criativa, Pini e Desco acreditam que a campanha pode ser, inclusive, um forte case para festivais de criatividade.
"Sempre acreditei que Cannes é a última etapa de uma ideia. A ideia precisa resolver um problema de negócio, precisa ter resultados reais e a criatividade como motor disso. No caso do Pague Menos Scan, a campanha tem uma solução criativa, tem um insight cultural poderosíssimo, tem inovação e tecnologia e tem um resultado muito relevante de conversão", avalia Pini.
O consumidor podia escanear qualquer imagem com a expressão “pague menos” pela câmera do celular e acessar descontos em um web app. As ofertas podiam ser utilizadas no site ou no aplicativo da Pague Menos.
A campanha movimentou R$ 4,46 milhões em vendas brutas durante quatro semanas. Segundo a Pague Menos, foram 91,6 mil pedidos e 179,5 mil produtos vendidos, distribuídos em 693 SKUs.
A Pague Menos Scan registrou 143,3 mil usuários ao longo das quatro semanas de ativação. A companhia considerou os cerca de 90 mil pedidos como novos clientes ativados no canal digital.
Segundo Marcel Desco, vice-presidente de clientes e marketing da Pague Menos, a campanha foi criada principalmente para ampliar alcance e reconhecimento de marca e atrair novos usuários ao ambiente digital. A conversão em vendas superou a expectativa inicial e ajudou a autofinanciar a ação.
O desenvolvimento dos processos levou cerca de 60 dias, segundo os executivos envolvidos. De acordo com Aldo Pini, CSO e COO da Lola\TBWA, o principal desafio foi garantir uma experiência de qualidade no web app.
Segundo a Pague Menos, a campanha somou mais de 12 milhões de impactos e visualizações orgânicas, além de 41,7 mil curtidas. A ação envolveu 49 influenciadores, entre microcreators regionais e nomes como Juliette e Ed Gama.