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L'Oréal vai retirar termos como 'branqueador' de seus produtos

Decisão foi tomada após a filial indiana da Unilever anunciar que mudaria o nome de creme para clarear a pele, diante de uma campanha considerada racista

L'Oréal: termos considerados racistas não serão mais associados a seus produtos (Bloomberg/Getty Images)

L'Oréal: termos considerados racistas não serão mais associados a seus produtos (Bloomberg/Getty Images)

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AFP

Publicado em 27 de junho de 2020 às 09h41.

A gigante francesa do setor de cosméticos L'Oréal decidiu remover alguns termos, como "branqueador", da descrição de seus produtos, em um contexto mundial de protestos antirracismo.

"O grupo L'Oréal decidiu remover os termos branco/branqueador (white/whitening), claro/clareamento (fair/fairness, light/lightening) de todos os seus produtos destinados a homogeneizar a pele", afirmou a empresa em comunicado publicado em inglês, neste sábado, 27, sem dar mais detalhes.

A decisão foi tomada depois que a filial indiana da Unilever anunciou na última quinta-feira, 25, que mudaria o nome de seu creme para clarear a pele, "Fair&Lovely" (algo como "Clara&Bonita"), diante de uma campanha considerada racista.

A multinacional anglo-holandesa do setor de alimentação e cosméticos prometeu não usar mais o termo "claro" ("fair"), afirmando estar "comprometida com celebrar todos os tons de pele".

A amplitude dos protestos contra o racismo no mundo todo, deflagrados após a morte de George Floyd, um afro-americano sufocado por um policial branco em Minneapolis, está aumentando a pressão sobre as empresas.

Nesse sentido, várias companhias nos Estados Unidos anunciaram seus planos de modificar sua identidade visual.

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