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DM9 e Lew’Lara se unem e passam a operar sob a marca Lola\TBWA

Nova agência começa a operar na próxima semana, será liderada por Carol Boccia e integra a reorganização da Omnicom no Brasil após a compra da IPG

Carol Boccia: executiva assume como CEO da LolaTBWA no Brasil, após a unificação das agências DM9 e Lew’Lara (Divulgação)

Carol Boccia: executiva assume como CEO da LolaTBWA no Brasil, após a unificação das agências DM9 e Lew’Lara (Divulgação)

Juliana Pio
Juliana Pio

Editora-assistente de Marketing e Projetos Especiais

Publicado em 7 de janeiro de 2026 às 18h13.

Última atualização em 7 de janeiro de 2026 às 18h28.

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As agências DM9 e Lew’Lara deixarão de operar com suas marcas atuais e passarão a atuar de forma unificada sob o nome Lola\TBWA. A nova estrutura, anunciada nesta quarta-feira, 7, começa a operar na próxima semana e faz parte da reorganização da Omnicom no Brasil após a conclusão da compra da Interpublic Group (IPG), em novembro.

A nova agência será comandada por Carol Boccia, que assume como CEO da operação brasileira e ficará responsável pela integração das estruturas e das equipes. Com mais de duas décadas de atuação no mercado, Boccia tem passagem por agências do ecossistema Omnicom, como Africa e AlmapBBDO, e esteve, mais recentemente, à frente da operação da BETC/Havas no país.

Segundo comunicado divulgado pela companhia, a consolidação marca uma nova fase da TBWA no Brasil, com foco em criatividade, inovação e growth. “A partir da próxima semana, DM9 e Lew’Lara serão consolidadas sob a marca Lola\TBWA, reunindo talentos e competências em uma única estrutura”, informou a empresa.

O grupo também detalhou o posicionamento da nova marca. “A Lola\TBWA vai combinar o compromisso da disrupção da TBWA com a excelência criativa e artesanal da boutique espanhola Lola, que atende marcas de relevância global no Brasil, como a Unilever”, diz a nota.

“No contexto da aquisição da IPG pela Omnicom e das mudanças anunciadas no final do ano passado, a companhia avança na implementação de uma nova estrutura, reconhecendo o legado construído pelas agências Lew’Lara e DM9, assim como a contribuição da iD\TBWA para impulsionar a inovação no mercado brasileiro”, afirma o texto divulgado nesta quarta-feira.

Com a mudança, Luiz Lara, fundador da Lew’Lara, seguirá como chairman da TBWA no Brasil, com atuação transversal nas operações. Já a iD\TBWA permanecerá como agência independente, sob a liderança de Camila Costa, com foco em inovação, social e performance.

A reorganização ocorre após a saída das principais lideranças das duas agências. Márcia Esteves, até então CEO da Lew’Lara e acionista da agência, deixa o cargo e segue em negociação sobre os termos de sua saída. Além da atuação executiva, ela preside a Associação Brasileira das Agências de Publicidade (Abap). Também deixam o grupo Pipo Calazans e Thomas Tagliaferro, atuais copresidentes da DM9.

Na segunda-feira, 5, a equipe da Lew’Lara foi informada de que o board da agência, formado por Andrea Abud, Elise Passamani, Maria Pirajá, Raquel Messias e Rodrigo Tórtima, permaneceria em seus cargos somente até o fim deste mês. Em meio à indefinição sobre o futuro da agência, mais de 15 profissionais pediram demissão nas últimas semanas, incluindo integrantes da liderança.

De acordo com o comunicado, a nova estrutura permitirá que “todo o ecossistema disruptivo da TBWA no Brasil esteja disponível para os clientes”, com um portfólio integrado que inclui criatividade, mídia, inovação, social media, influência, BTL e performance. A companhia informou ainda que mais detalhes serão compartilhados após a conclusão das conversas com talentos e clientes, apontados como prioridade neste momento.

A DM9 tem em seu portfólio clientes como iFood, Claro e Pizza Hut/KFC. No ano passado, a agência esteve envolvida em uma polêmica no Cannes Lions após a inscrição de videocases considerados falsos no festival, episódio que resultou na perda de 12 prêmios. A Lew’Lara, por sua vez, atende marcas como Pague Menos, Friboi/Swift e Camil/União.

A reorganização no Brasil integra um movimento mais amplo da Omnicom desde a aquisição da IPG, avaliada em cerca de US$ 13,25 bilhões. Juntas, as companhias formam hoje o maior grupo global de publicidade, com receita anual próxima de US$ 26 bilhões.

No terceiro trimestre, a Omnicom registrou lucro líquido de US$ 341 milhões, queda de 11,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. A receita líquida avançou 3,9%, para US$ 4,03 bilhões. Em dezembro, o grupo anunciou o encerramento das redes DDB, FCB e MullenLowe e a concentração de suas operações criativas globais em três marcas principais: BBDO, McCann e TBWA.

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