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A publicidade infantil mudou, e isso é ótimo

Antigamente, os anúncios pareciam não fazer a menor distinção entre adulto, a criança, o politicamente condenável e o socialmente aceitável

Crianças: constantemente levanta-se a questão sobre a regulamentação da publicidade voltada para crianças (Junce/Thinkstock/Thinkstock)

Crianças: constantemente levanta-se a questão sobre a regulamentação da publicidade voltada para crianças (Junce/Thinkstock/Thinkstock)

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Da Redação

Publicado em 4 de julho de 2017 às 12h14.

No última terça-feira (27), o Procon do Mato Grosso multou a Bayer por vender suplemento alimentar como bala de goma.

Por meio de denúncia encaminhada pelo Instituto de Alana de conscientização do consumo infantil, a farmacêutica foi obrigada a desembolsar R$ 1,5 milhão.

A medida gerou opiniões contrárias e trouxe a questão sobre a regulamentação da publicidade voltada para crianças.

Porém, se até os dias atuais o assunto ainda é tema de discussões acirradas acerca da liberdade de conteúdo, décadas atrás os anúncios pareciam não fazer a menor distinção entre adulto, a criança, o politicamente condenável e o socialmente aceitável.

Separamos alguns casos que mostram que o icônico cigarrinho de chocolate era literalmente brincadeira de criança perto do que era produzido para o público jovem daquela época.

Para abrir a compilação, apresentamos um personagem que roubava, sequestrava mulheres, era viúvo e se suicidou. Roteiro de um drama da época?

Não, só a historinha contada nas figurinhas do personagem Zequinha adquiridas quando eram compradas as homônimas balas.

Confira abaixo os atos desta indecorosa vida:

Nossa seleção começa com o que não deveria ser recomendado para um garoto-propaganda de doces: beber.

Após dormir em meio à garrafas com a cabeça apoiada no poste, o intrépido beberrão parte para um "freela". Completamente sem limites, Zequinha também acha por bem "roubar" uma mulher.

Dando vazão a uma infinidade de interpretações negativas diante de uma ilustração que não devia ser direcionada para crianças. Nem para ninguém.

Por fim, após o sequestro, por motivos ocultos, o personagem se enviúva.

Nada otimista para o futuro dos pequeninos, ele tenta se matar.

Dessa vez consegue. E assim acaba sua história no álbum.

Para mostrar que brandings como esse não eram exceções, separamos outros exemplos que mostram que o direcionamento de público era nulo e a preocupação com o resultado de posicionamento algo completamente desnecessário.

Neste print, a Lucky Strike presenteia o bondoso Papai Noel com cigarros:

Do mesmo segmento, a Marlboro usa bebês para incentivarem mães a fumarem. Confuso? Talvez naquela época não fosse...

Em um mundo que nenéns incentivavam o tabagismo, seria natural que cerveja fosse coisa para "senhoras e crianças".

Na verdade, naquele tempo, quase tudo também poderia ser consumido por bebês. Por quê mamadeira se há refrigerante?

Mais do que isso, porque leite materno se inventaram o leite moça?

Realmente, tudo se utilizava dos rostinhos angelicais para vender. Até... papel celofane.

Depois de tudo que foi visto. Aposto que essa imagem final da lista nem chamará a atenção. Para a época era só mais um anúncio comum.

Este conteúdo foi publicado originalmente no site da AdNews.

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