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A inaceitável carta de aceitação que universidades escondem

Há uma triste e sombria realidade muita vezes desprezada pelas instituições americanas de ensino: uma em cada 5 estudantes são vítimas de abuso sexual

Crime sexual: "lamentamos que uma dessas memórias inclua ser estuprada por alguém que você pensou que poderia confiar", diz um trecho da carta (Thinkstock)

Crime sexual: "lamentamos que uma dessas memórias inclua ser estuprada por alguém que você pensou que poderia confiar", diz um trecho da carta (Thinkstock)

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Da Redação

Publicado em 20 de abril de 2016 às 22h28.

A carta de aceitação para uma grande universidade é certamente um dos momentos mais importantes e emocionantes da vida de algumas pessoas, principalmente em países como os Estados Unidos. Não à toa, uma boa busca pela web pode revelar vídeos absolutamente tocantes de jovens que recebem o comunicado e têm reações únicas.

Por outro lado, há uma triste e sombria realidade muita vezes desprezada pelas instituições americanas de ensino: uma em cada 5 mulheres são vítimas de abuso sexual durante o período em que cursam suas faculdades.

Se a aceitação das universidades é uma alegria, os dados alarmantes sobre o estupro são absurdamente inaceitáveis. O argumentou serviu de base para uma perturbadora campanha da agência Goodby Silverstein & Partners e a produtora Prettybird.

O trabalho resultou numa carta de aceitação diferente das convencionais, que é incrivelmente sincera e abre o jogo sobre o caso dos estupros, papo velado na comunicação das universidades: "Nós sabemos que você fará amigos e memórias que levará para vida toda a partir do campus. Lamentamos que uma dessas memórias inclua ser estuprada por alguém que você pensou que poderia confiar", diz um trecho.

Além do comunicado há alguns vídeos com imagens caseiras de pessoas recendo as tais cartas de recomendação, que foram editados com a mensagem que muda o rumo da conversa e contrasta com a alegria daqueles que vão entrar nas universidades. 

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