BBB26: prêmio é o maior da história (Globo/Beatriz Damy/Divulgação)
Repórter de finanças
Publicado em 14 de janeiro de 2026 às 06h00.
O Big Brother Brasil (BBB) 2026 estreou nesta semana com um anúncio mais do que importante: o prêmio dobrou de tamanho e agora é o maior valor já oferecido pelo reality. Ele parte de R$ 5,44 milhões e pode crescer ao longo dos 100 dias de programa.
Isso porque o montante será aplicado em um cofrinho do Mercado Pago que rende 120% do CDI. Assim, a bolada final pode chegar a R$ 5,63 milhões, reforçando o apelo financeiro da disputa.
Com um prêmio desse tamanho, o vencedor teria margem para transformar a quantia em patrimônio e renda recorrente.
Henrique Soares, planejador financeiro CFP pela Planejar, comenta que com um prêmio desse tamanho, o vencedor consegue realizar sonhos grandes, como comprar um apartamento à vista em uma boa região, viajar com conforto e ainda manter uma parte relevante do patrimônio investida.
“É um valor que pode mudar completamente o padrão de vida do vencedor, desde que ele não transforme o prêmio em um custo fixo alto”, diz.
Uma das estratégias mais tradicionais envolve o mercado imobiliário residencial. De acordo com Bobek, o montante seria suficiente para a compra de cerca de 10 apartamentos de padrão médio, capazes de gerar aproximadamente R$ 30 mil por mês em aluguel, além do ganho adicional com a valorização dos imóveis ao longo dos anos.
Outra possibilidade está no segmento corporativo. O prêmio permitiria adquirir cinco salas comerciais, com potencial de renda mensal estimada em R$ 55 mil, somada à valorização do ativo imobiliário. Esse tipo de investimento, porém, costuma exigir maior atenção ao ciclo econômico e à vacância.
No campo, o dinheiro também abre portas. O assessor calcula que seria possível comprar cerca de 150 hectares para agricultura ou pecuária, com retorno aproximado de R$ 150 mil por ano em arrendamento, além da valorização da terra.
“Entre os ativos alternativos, ilhas particulares no Brasil têm valores a partir de R$ 3 milhões, mas, em geral, não geram renda passiva, a menos que sejam exploradas comercialmente para turismo”, aponta.
Entretanto, Soares alerta:
“Apesar de ser um prêmio muito alto, ele ainda tem limites quando o assunto é estilo de vida. Alguns itens associados ao universo dos ultra-ricos, como comprar uma ilha, manter estruturas muito caras ou ter ativos com custos elevados e recorrentes, normalmente exigem um patrimônio bem maior, além de despesas de manutenção, impostos e logística que podem consumir uma parcela relevante da renda ao longo do tempo.”
Já a compra de duas lanchas de luxo de entrada é possível com esse montante, porém trata-se de um ativo que tende a se desvalorizar com o tempo e não gera renda passiva consistente, apesar de poder render cerca de R$ 10 mil por dia em locação, o retorno depende de uma operação profissional estruturada.
“De forma geral, um portfólio bem estruturado em imóveis pode sustentar duas a três gerações, garantindo um padrão de vida médio-alto, com renda mensal em torno de R$ 30 mil, desde que o patrimônio seja preservado e bem administrado”, conclui.
Segundo ele, considerando investimentos diversificados, é possível alcançar uma renda passiva anual próxima de R$ 500 mil, equilibrando segurança, previsibilidade e crescimento patrimonial.