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S&P melhora risco de três empresas brasileiras

Aracruz, Votorantim Participações e Votorantim Celulose e Papel tiveram suas notas elevadas de 'BBB-' para 'BBB'

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Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h33.

A agência de classificação de risco Standard & Poor';s (S&P) elevou nesta quarta-feira (30/5) a nota de três empresas brasileiras: Aracruz Celulose, Votorantim Participações e Votorantim Celulose e Papel.

O rating da Aracruz passou de ';BBB-'; para ';BBB';, com perspectiva estável. Segundo o analista da S&P, Marcelo Costa, a melhora "reflete o longo histórico de forte desempenho financeiro e de qualidade creditícia da empresa, aliado à redução do risco-país no Brasil e às melhores perspectivas econômicas para o país". Os planos da empresa de expandir a capacidade de produção de suas plantas Guaíba e Veracel e a tendência positiva no longo prazo para a indústria brasileira de papel e celulose também contribuíram para a melhora do risco.

"Acreditamos que isso poderia levar a um potencial aumento na geração de fluxo de caixa da empresa e a melhores projeções de indicadores de proteção de crédito ao longo do ciclo. A atual categoria de rating também considera a postura conservadora da empresa com relação à sua estrutura de capital e às políticas financeiras futuras, na qual reservas de caixa são mantidas em níveis elevados e um constante gerenciamento de passivos que possibilita um suave cronograma de amortizações de dívida para os próximos três a quatro anos", afirma o analista. "Por outro lado, também incorporamos nos ratings que uma crise econômica prolongada no Brasil poderia potencialmente reduzir a flexibilidade financeira da Aracruz no médio prazo, uma vez que sua capacidade para manter geração de caixa nos fortes níveis atuais e tomar decisões adequadas de investimento para sustentar seu crescimento de longo prazo poderia ser prejudicada. Além disso, preços extremamente baixos para a celulose de eucalipto, redução de liquidez no mercado internacional e forte apreciação da moeda local em relação ao dólar também colocariam em risco a capacidade da empresa de honrar suas dívidas", explica Costa.

De acordo com ele, a perspectiva estável dos ratings reflete a expectativa de que as atuais condições econômicas, financeiras e políticas do país permitirão à Aracruz sustentar forte rentabilidade e acesso a fontes de financiamento de longo prazo, tanto no Brasil como no exterior. A perspectiva poderia ser alterada para positiva caso houvesse uma forte melhora do risco-Brasil, os fundamentos para o setor de papel e celulose se mantivessem positivos para os produtores brasileiros, e se o desempenho financeiro da Aracruz melhorasse.

Votorantim Celulose e Papel

A Standard & Poor';s também elevou os ratings de crédito corporativo de longo prazo atribuídos à Votorantim Celulose e Papel (VCP), de ';BBB-'; para ';BBB';, com perspectiva estável.

De acordo com Marcelo Costa, a melhora na nota da empresa também deve-se ao longo histórico de bom desempenho financeiro e à sua qualidade creditícia, aliados à melhora do risco-Brasil. As projeções positivas para o setor e os planos de expansão da empresa também contribuíram para a elevação do rating. "A política financeira conservadora da VCP e o seu gerenciamento de passivos (altas reservas de caixa e cronograma suave de amortização de dívida para os próximos três a quatro anos) também são fatores de suporte para a sua atual categoria de rating", diz Costa.

O analista destaca que a empresa apresenta um nível adequado de dívida líquida em relação à sua geração de caixa e capitalização, rentabilidade acima da média e perfil de vencimento de dívidas favorável. Mas lembra que a VCP apresenta um índice de alavancagem bruta relativamente alto para a sua categoria desde que adquiriu a Ripasa. "A empresa teria capacidade e fortes incentivos para honrar sua dívida mesmo diante de um cenário de default por parte do governo brasileiro", afirma o analista da S&P.

Votorantim Participações

A classificação de risco da Votorantim Participações (VPar) também subiu de ';BBB-'; para ';BBB';. foi elevado para ';BBB';, ainda, o rating atribuído às notas de 300 milhões de dólares, à taxa de 7,875%, emitidas pela Votorantim Overseas Trading Operations III. A perspectiva dos ratings de crédito corporativo é estável.

"A ação de rating reflete o melhor ambiente operacional para a VPar em decorrência da diminuição do risco-país no Brasil, a expectativa de consistente redução do endividamento da empresa, as perspectivas de fortes resultados para vários dos negócios da empresa no médio prazo, e o fortalecimento da capacidade de exportação da VPar," diz o analista da S&P, Reginaldo Takara. De acordo com ele, nos últimos dois anos, a VPar vem fortalecendo os fundamentos de muitos de seus principais negócios, em particular, os de metais e suco de laranja - o que leva a S&P a concluir que os fluxos de caixa da empresa serão mais maleáveis e pouco correlacionados entre si.

A agência destaca, ainda, os bons preços do níquel e do zinco no mercado e a tendência positiva para alumínio, celulose de mercado e aço. "Acreditamos que a VPar conseguiu alcançar melhorias permanentes na proteção de seu fluxo de caixa, que terão efeito positivo mesmo diante de um ambiente de preços menos favorável para as commodities metálicas. A política financeira da VPar deverá ser sustentada no futuro e isso refletirá em liquidez robusta, estratégia de crescimento prudente e alavancagem financeira moderada", afirma o analista.

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