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Quanto eu teria hoje se tivesse investido em Embraer no começo do ano?

Quem comprou o papel na abertura do dia 2 de janeiro de 2026 ganhou uma valorização líquida de 13,39%

Embraer: companhia se destaca na bolsa (Leandro Fonseca /Exame)

Embraer: companhia se destaca na bolsa (Leandro Fonseca /Exame)

Rebecca Crepaldi
Rebecca Crepaldi

Repórter de finanças

Publicado em 23 de janeiro de 2026 às 16h19.

A Embraer (EMBJ3) se destaca entre as maiores altas da bolsa em 2026, impulsionada por um ciclo positivo da aviação e maior previsibilidade de receita futura. Para especialistas, a retomada global elevou as encomendas de jatos regionais.

João Tonello, analista da Nomos, afirma que a melhora nas margens e a percepção de menor risco também tornaram a empresa mais sólida: “A empresa hoje é vista como player global sólido, não mais como turnaround incerto.”

Segundo o analista, o rali reflete crescimento aliado à visibilidade, com investidores pagando mais por qualidade e fluxo de caixa previsível. Entretanto, para ele, a ação está cara. "Eu não compraria agora", afirma. 

Mas quem se arriscou e comprou na abertura do dia 2 de janeiro de 2026 ganhou com a valorização líquida de 13,39%. Investindo R$ 974,49, segundo a simulação da consultora financeira Carol Stange, o investidor teria, no fechamento do dia 22 de janeiro, R$ 1.108,85, considerando o desconto de 15% do Imposto de Renda (IR) sobre o ganho capital.

Para Alexandre Pletes, head de renda variável da Faz Capital, os resultados positivos do ano passado e a carteira de pedidos são fundamentais para sustentar a valorização neste ano.

“Vimos um crescimento robusto em 2025, entregando mais de 240 aeronaves. Atualmente, há uma carteira de mais de US$ 30 bilhões de entrega. Também há a questão de serviços vindo muito forte, além, claro, do setor de defesa.”

E se tivesse investido no Ibovespa?

Se alguém tivesse investido no Ibovespa desde 2 de janeiro de 2026, o retorno teria sido positivo, mas não exagerado. Por exemplo, um aporte de R$ 952,38 no BOVA11, ETF mais conhecido que replica o índice, teria se transformado em R$ 1.023,92 até 22 de janeiro, já descontado o Imposto de Renda.

A valorização do índice, que chegou a bater recordes históricos acima de 175 mil pontos, reflete não apenas a queda esperada da taxa de juros no Brasil, mas também a entrada de capital estrangeiro, que já trouxe R$ 8,7 bilhões para a bolsa só neste mês. Além disso, fatores externos, como tensões geopolíticas, tornam os ativos brasileiros mais atraentes.

No entanto, especialistas alertam que movimentos de curto prazo não garantem continuidade. “Quando eu vou entrar num produto relacionado à renda variável, como ETF, ações ou FIIs, eu tenho que entender que não estou entrando para surfar o curto prazo — porque o risco é muito alto — e sim para o longo prazo”, afirma Cíntia Senna, Mestre em Educação Financeira.

A volatilidade é inevitável, e a perspectiva de longo prazo ajuda a diluir ruídos momentâneos e capturar o potencial de crescimento dos ativos.

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