Invest

Investimento nuclear? Gestora lança fundo em urânio

Empresas de extração do metal podem se beneficiar com o aumento da demanda por energia limpa

Investimento alternativo:  O fundo tem aplicação mínima de 1 mil reais, taxa de administração de 0,25% ao ano e não tem taxa de performance (Mario Tama/Getty Images)

Investimento alternativo:  O fundo tem aplicação mínima de 1 mil reais, taxa de administração de 0,25% ao ano e não tem taxa de performance (Mario Tama/Getty Images)

Karla Mamona

Karla Mamona

Publicado em 12 de fevereiro de 2021 às 13h04.

Quem gosta de investimentos alternativos terá mais uma opção. A gestora Vitreo anunciou nesta sexta-feira, 12, que um fundo de investimento que aplica 100% do patrimônio em empresas relacionadas à extração de urânio. O fundo, denominado de Vitreo Urânio FIM,é o primeiro no segmento no mercado brasileiro. 

 O fundo tem aplicação mínima de 1 mil reais, taxa de administração de 0,25% ao ano e não tem taxa de performance. 

Quer saber qual o setor mais quente da bolsa no meio deste vaivém? Assine a EXAME Research 

Segundo a Vitreo, o ativo é indicado para o investidor que busca diversificar o portfólio investindo em um ativo descorrelacionado, principalmente, da bolsa brasileira. A gestora acrescenta ainda que estas empresas de extração do metal podem se beneficiar com o aumento da demanda por energia limpa.

 “O produto não compra urânio diretamente, mas investe indiretamente na commodity por meio de swaps. O urânio é uma matéria-prima de uso recorrente e escasso, o que torna o investimento interessante no longo prazo – principalmente quando a gente lembra que o metal é utilizado para a produção de energia nuclear, que já é responsável por 10% da eletricidade do planeta e é uma energia menos poluente”, explica George Wachsmann, sócio e chefe de gestão da Vitreo.

Por intermédio do fundo, o investidor tem acesso a companhias como a Cameco, uma das empresas que compõem o índice que a Vitreo investe por meio de um ETF. Uma das maiores fornecedoras de urânio do mundo, a Cameco é responsável por quase 10% da produção mundial do metal e em fevereiro de 2020 chegou a registrar alta de 22% em apenas um dia. Além disso, de novembro de 2017 para cá a empresa teve uma valorização de 94,71%.

“A gente repete que rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura, mas vale destacar também a segurança de investir em um ativo descorrelacionado”, explica Jojo, que recomenda que o investidor tenha menos de 5% da sua carteira investida no fundo.

Acompanhe tudo sobre:Urâniofundos-de-acoesInvestimentos-pessoais

Mais de Invest

B3 quer lançar contratos inspirados no mercado de previsões dos EUA

CEO da B3 vê capital estrangeiro destravando mercado de IPOs

Mercado Pago quer virar banco na Argentina e México. O Brasil pode esperar

Além da Bolsa: B3 consolida negócios de dados em única marca para destravar valor