Mercado Imobiliário

Imóveis têm a menor alta em 15 meses

Preço do metro quadrado nas principais capitais brasileiras avançou 1,4% em novembro, segundo o índice FipeZAP

Imóveis em São Paulo: preços apenas moderados quando comparados aos do Rio (Germano Lüders/EXAME)

Imóveis em São Paulo: preços apenas moderados quando comparados aos do Rio (Germano Lüders/EXAME)

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Da Redação

Publicado em 26 de setembro de 2013 às 13h15.

São Paulo – Os preços dos imóveis deram um sinal mais firme de acomodação em novembro. A valorização registrada no mês passado foi de 1,4%, segundo o índice FipeZAP, que compila os valores dos imóveis colocados à venda no site ZAP em sete capitais brasileiras. Apesar de ainda bastante forte, o percentual de 1,4% é o menor dos últimos 15 meses. Também foi o sétimo mês seguido de desaceleração no ritmo de alta.

No ano, entretanto, o índice já acumula valorização de 25% e se mantém entre os maiores do mundo. Os imóveis têm subido bem acima da inflação principalmente no Rio de Janeiro, Recife, São Paulo e Belo Horizonte, como mostra a tabela abaixo:

  Preço médio do metro quadrado Valorização em novembro Alta em 2011
São Paulo R$ 5.984 1,70% 25,20%
Rio de Janeiro R$ 7.341 1,70% 33,40%
Belo Horizonte R$ 4.584 1,40% 21,80%
Distrito Federal R$ 7.936 0,30% 14,30%
Salvador R$ 3.514 0,80% 6%
Fortaleza R$ 4.253 0,50% 17,80%
Recife R$ 4.559 1% 27,70%
Média nacional R$ 6.120 1,40% 25%

Há diversas explicações para o aumento do preço dos imóveis no Brasil. O crescimento da economia e da renda, o maior oferta de crédito, os incentivos do governo à habitação popular e a confiança dos consumidores têm levado centenas de milhares de brasileiros a comprar ou trocar de residência todos os anos.

O preço médio mais alto do Brasil ainda pode ser encontrado no Distrito Federal: 7.936 reais. Se o Rio de Janeiro continuar a liderar a valorização imobiliária brasileira, no entanto, a tendência é de que a cidade alcance o maior preço médio do Brasil já em 2012. Além do bom momento da economia, a valorização no Rio reflete os investimentos públicos para a Copa e as Olimpíadas, os esforços do governo em pacificar favelas, a oferta inferior à demanda e os pesados investimentos no setor de petróleo e gás.

Considerando apenas a zona sul, o Rio de Janeiro já seria o lugar mais caro do Brasil para comprar uma residência. Os imóveis no Leblon ultrapassaram pela primeira vez em novembro os 17.000 reais por metro quadrado – a média foi exatamente de 17.046 reais. Já em Ipanema, o segundo bairro mais caro do Brasil, o valor médio pedido pelos vendedores alcançou 15.012 reais.

Em São Paulo, os preços médios são bem inferiores aos do Rio de Janeiro e Distrito Federal. Mesmo no Ibirapuera e na Vila Nova Conceição, bairros que hoje podem ser considerados os mais nobres da cidade, o metro quadrado custa em média 9.354 reais – algo ainda modesto diante dos preços cariocas.

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