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8 coisas que podem baratear o seguro do carro

Saiba o que torna uma apólice mais cara ou barata – e tente se adaptar às regras do jogo para pagar menos

Centenas de variáveis interferem no preço dos seguros (Stock.xchng)
DR

Da Redação

Publicado em 8 de novembro de 2011 às 16h16.

São Paulo - Carros populares podem ser os mais baratos do mercado, mas o preço baixo não se estende a outros custos, como o seguro de automóveis. Afinal, o modelo pode figurar na lista dos mais visados para roubo, o que aumenta o risco de uma seguradora. Esse é um exemplo do que pode modificar o preço de um pacote de proteção para automóveis. “Existem mais de 400 variáveis que influenciam no preço de um seguro”, afirma Richard Furck, diretor da corretora H&H.

O preço final de uma apólice é composto com base, principalmente, no chamado “perfil de risco” do segurado. Nesse quesito, até a idade do condutor principal altera a conta final. Conheça alguns dos principais fatores que alteram o preço de seu seguro.

Dispositivos de localização

Instalar rastreadores ou alarmes pode ajudar a abater alguns reais do preço de um seguro. “Rastreadores diminuem muito o risco de uma seguradora e o desconto com um dispositivo desses pode chegar a 20%”, afirma Furck. O investimento em sistemas eletrônicos pode até se pagar após algumas renovações de seguro com desconto. Em algumas corretoras, a instalação de um sistema de rastreamento é condição obrigatória para contratar um seguro. Em outras, é apenas um bônus.

Garagem

Esse é outro recurso que torna o risco para as seguradoras mais baixo. O desconto para o segurado pode variar entre 5% e 10%, de acordo com o período que o carro passa dentro de uma vaga segura. “Se o segurado declarar que tem garagem, a cobertura só vai ser válida caso o veículo esteja estacionado no lugar indicado”, ressalta Mário Sérgio Almeida Santos, presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros, de Empresas Corretoras de Seguros, Resseguros, de Saúde, de Vida, de Capitalização, de Previdência Privada no Estado de São Paulo (Sincor-SP).

Idade e sexo

As seguradoras entendem que um motorista de 18 anos, recém-habilitado, pode representar um risco muito maior que um motorista adulto, com mais tempo de carteira. Isso não tem nada a ver com preconceito. Todas as seguradoras possuem estatísticas sobre os perfis dos motoristas que mais se envolvem em acidentes, e os jovens sempre aparecem no topo da lista. Outra curiosidade é em relação ao sexo. As mulheres pagam muito menos que homens. “Estatisticamente, a gravidade das colisões provocadas por mulheres é muito menor do que as provocadas por homens”, explica Furck.


Histórico

Um segurado que não usa sua franquia pode ver esse histórico revertido em bônus. “A renovação é um momento muito mais simples, pois a seguradora já conhece o segurado. Utilizar pouco uma cobertura mostra um perfil de risco menor”, afirma Pedro Pimenta, superintendente de automóvel da Allianz Seguros.

Serviços extras

A cobertura mínima de um seguro de automóvel deve incluir proteção contra incêndio, colisão e roubo. Outras coberturas, como a extensão a terceiros, também são recomendadas. Mas há uma série de outros serviços que os segurados devem ponderar antes de incluir na apólice. Um exemplo é a contratação de assistência e guincho, recomendada pelos especialistas. “Cerca de 10% dos segurados da Allianz acionam a empresa por sinistros, mas 40% acionam para uso da assistência 24 horas”, afirma Pedro Pimenta. Serviços como carro extra devem ser muito bem estudados antes que sejam contratados. “O cliente deve pensar em quanto tempo conseguiria ficar sem carro para saber se vale a pena contratar o serviço extra”, diz.

Cidade e bairro

Cidades com os maiores índices de roubo tendem a ter o preço do seguro mais alto. Dentro de uma mesma cidade, essa diferença também existe. Além dos preços variarem entre bairros, podem mudar até entre ruas de uma mesma região. “Locais próximos a estradas tendem a ser mais caros, pois têm rota de fuga facilitada em caso de roubo de um veículo”, diz Furck.

Especialidade da seguradora

Algumas seguradoras entendem mais de carros importados. Outras, de veículos de carga. Conhecer mais ou menos um segmento pode fazer diferença na hora de fechar uma apólice. “O preço também é baseado em experiência. Quanto mais a seguradora entende de um segmento, mais condições ela vai ter de oferecer bons preços aos clientes”, afirma Almeida Santos, do Sincor-SP. Por isso, os preços podem variar muito de uma empresa para outra. “Sempre indicamos no mínimo três seguradoras diferentes, pois os preços podem variar muito”, afirma Furck.

Profissão

Os cargos que demandam que os profissionais fiquem a maior parte do tempo em um escritório podem refletir preços mais baixos. Alguém que utilize o carro para visitar clientes, por exemplo, passa mais tempo exposto aos riscos do trânsito e vê aumento no preço do seguro. De forma geral, quem roda mais paga mais.

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O preço final de uma apólice é composto com base, principalmente, no chamado “perfil de risco” do segurado. Nesse quesito, até a idade do condutor principal altera a conta final. Conheça alguns dos principais fatores que alteram o preço de seu seguro.

Dispositivos de localização

Instalar rastreadores ou alarmes pode ajudar a abater alguns reais do preço de um seguro. “Rastreadores diminuem muito o risco de uma seguradora e o desconto com um dispositivo desses pode chegar a 20%”, afirma Furck. O investimento em sistemas eletrônicos pode até se pagar após algumas renovações de seguro com desconto. Em algumas corretoras, a instalação de um sistema de rastreamento é condição obrigatória para contratar um seguro. Em outras, é apenas um bônus.

Garagem

Esse é outro recurso que torna o risco para as seguradoras mais baixo. O desconto para o segurado pode variar entre 5% e 10%, de acordo com o período que o carro passa dentro de uma vaga segura. “Se o segurado declarar que tem garagem, a cobertura só vai ser válida caso o veículo esteja estacionado no lugar indicado”, ressalta Mário Sérgio Almeida Santos, presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros, de Empresas Corretoras de Seguros, Resseguros, de Saúde, de Vida, de Capitalização, de Previdência Privada no Estado de São Paulo (Sincor-SP).

Idade e sexo

As seguradoras entendem que um motorista de 18 anos, recém-habilitado, pode representar um risco muito maior que um motorista adulto, com mais tempo de carteira. Isso não tem nada a ver com preconceito. Todas as seguradoras possuem estatísticas sobre os perfis dos motoristas que mais se envolvem em acidentes, e os jovens sempre aparecem no topo da lista. Outra curiosidade é em relação ao sexo. As mulheres pagam muito menos que homens. “Estatisticamente, a gravidade das colisões provocadas por mulheres é muito menor do que as provocadas por homens”, explica Furck.


Histórico

Um segurado que não usa sua franquia pode ver esse histórico revertido em bônus. “A renovação é um momento muito mais simples, pois a seguradora já conhece o segurado. Utilizar pouco uma cobertura mostra um perfil de risco menor”, afirma Pedro Pimenta, superintendente de automóvel da Allianz Seguros.

Serviços extras

A cobertura mínima de um seguro de automóvel deve incluir proteção contra incêndio, colisão e roubo. Outras coberturas, como a extensão a terceiros, também são recomendadas. Mas há uma série de outros serviços que os segurados devem ponderar antes de incluir na apólice. Um exemplo é a contratação de assistência e guincho, recomendada pelos especialistas. “Cerca de 10% dos segurados da Allianz acionam a empresa por sinistros, mas 40% acionam para uso da assistência 24 horas”, afirma Pedro Pimenta. Serviços como carro extra devem ser muito bem estudados antes que sejam contratados. “O cliente deve pensar em quanto tempo conseguiria ficar sem carro para saber se vale a pena contratar o serviço extra”, diz.

Cidade e bairro

Cidades com os maiores índices de roubo tendem a ter o preço do seguro mais alto. Dentro de uma mesma cidade, essa diferença também existe. Além dos preços variarem entre bairros, podem mudar até entre ruas de uma mesma região. “Locais próximos a estradas tendem a ser mais caros, pois têm rota de fuga facilitada em caso de roubo de um veículo”, diz Furck.

Especialidade da seguradora

Algumas seguradoras entendem mais de carros importados. Outras, de veículos de carga. Conhecer mais ou menos um segmento pode fazer diferença na hora de fechar uma apólice. “O preço também é baseado em experiência. Quanto mais a seguradora entende de um segmento, mais condições ela vai ter de oferecer bons preços aos clientes”, afirma Almeida Santos, do Sincor-SP. Por isso, os preços podem variar muito de uma empresa para outra. “Sempre indicamos no mínimo três seguradoras diferentes, pois os preços podem variar muito”, afirma Furck.

Profissão

Os cargos que demandam que os profissionais fiquem a maior parte do tempo em um escritório podem refletir preços mais baixos. Alguém que utilize o carro para visitar clientes, por exemplo, passa mais tempo exposto aos riscos do trânsito e vê aumento no preço do seguro. De forma geral, quem roda mais paga mais.

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