Vale: prejuízo com efeitos não recorrentes
Editor de Invest
Publicado em 12 de fevereiro de 2026 às 20h25.
Última atualização em 12 de fevereiro de 2026 às 21h49.
A Vale (VALE3) registrou prejuízo líquido atribuído aos acionistas de US$ 3,8 bilhões no quarto trimestre de 2025. O resultado conta com os efeitos de uma baixa contábil (impairment) de US$ 3,4 bilhões referentes aos ativos de níquel da companhia no Canadá. Além disso, a linha final do balanço foi impactada por efeito tributário da ordem de US$ 2,8 bilhões.
Excluindo esses efeitos não recorrentes, a mineradora teria apresentado lucro líquido de US$ 1,464 bilhão, alta de 68% na comparação anual e queda de 47% em bases trimestrais. O lucro proveniente das operações da companhia (Ebitda) foi de US$ 4,834 bilhões, com alta anual de 17%.
A receita líquida de vendas da Vale cresceu 9% nessa mesma base de comparação, para US$ 11,06 bilhões. Os custos dos produtos vendidos, por sua vez, avançaram um pouco menos, 8%, para US$ 6,779 bilhões.
Em volume, as vendas de minério de ferro aumentaram 5% de um ano para o outro enquanto os volumes vendidos de cobre e níquel, respectivamente, cresceram 8% e 5%.
Os investimentos da companhia no quarto trimestre somaram US$ 2 bilhões. Para o ano de 2026 cheio, a Vale prevê capex de US$ 5,5 bilhões. A dívida líquida foi a US$ 15,6 bilhões, US$ 1 bilhão ao menos do que no trimestre anterior. O fluxo de caixa livre recorrente foi de US$ 1,688 bilhão, com alta de 8% em relação a uma ano antes.
A companhia também tem US$ 1,8 bilhão em dividendos e juros sobre capital próprio a pagar. Os proventos serão distribuídos em março e se somam ao dividendo extraordinário de US$ 1 bilhão que foi pago em janeiro.