Invest

TIM registra lucro de R$ 4,3 bi em 2025 e supera consenso do mercado

Operadora reportou até mesmo crescimento no segmento de telefonia fixa, diversificando suas fontes de receita

TIM: avanço de 29% no lucro (Caue Moreno/ Divulgação)

TIM: avanço de 29% no lucro (Caue Moreno/ Divulgação)

Letícia Furlan
Letícia Furlan

Repórter de Mercados

Publicado em 11 de fevereiro de 2026 às 11h07.

A TIM (TIMS3) reportou crescimento expressivo no lucro líquido no quarto trimestre de 2025, que alcançou R$ 1,35 bilhão. O avanço foi de 29% em relação ao mesmo período de 2024. O desempenho positivo da companhia foi considerado “excepcional” por analistas do BTG Pactual (do mesmo grupo controlador da EXAME), que destacaram a rentabilidade e a geração de caixa como pontos-chave para o bom desempenho da operadora.

O lucro líquido ajustado no período ficou 16% acima das estimativas do BTG. A surpresa positiva foi atribuída a menores despesas financeiras e uma redução de impostos, o que impulsionou o lucro da companhia.

A receita líquida total atingiu R$ 6,92 bilhões no trimestre, com um crescimento expressivo na receita de serviços móveis (MSR), que somou R$ 6,3 bilhões, marcando uma alta de 4,8% na comparação anual. O segmento pós-pago foi o grande responsável por esse avanço, com 9,5% de crescimento, impulsionado principalmente por ajustes de preços e a migração de clientes para planos mais caros (processo conhecido como upselling).

Já o segmento pré-pago, mais sensível a preços, apresentou um recuo de 6,5% no trimestre.

Para 2025, a TIM projeta R$ 26,74 bilhões em receita total, consolidando sua estratégia de crescimento e investimento em infraestrutura de telecomunicações, com destaque para a expansão de sua rede de telefonia fixa e móvel.

A geração de caixa operacional livre foi outro ponto de destaque, alcançando R$ 1,57 bilhão, um aumento de 28% em relação ao mesmo períofo do ano passado. O resultado ficou 5,5% acima da expectativa do BTG Pactual. Segundo analistas do banco, a disciplina de custos foi essencial para esse desempenho, com o Opex (custos operacionais) recuando 1% no período, o que resultou em uma margem Ebitda ajustada de 53,1% — 1,6% acima da estimativa do BTG.

Além disso, a companhia manteve a taxa de churn (índice de rotatividade de clientes) sob controle, com 0,8% no segmento pós-pago, o que demonstra uma boa fidelização dos clientes e a eficácia das ações da empresa para manter sua base de usuários estável.

No acumulado do ano, a TIM alcançou lucro de R$ 4,34 bilhões, um aumento de 37,4% em relação ao ano anterior. A receita líquida total da companhia foi de R$ 26,62 bilhões, registrando uma alta de 4,6% no ano. O segmento de serviços móveis (MSR) cresceu 5,4%, impulsionado principalmente pelo aumento de 11,2% na receita pós-pago. No entanto, o pré-pago apresentou queda de 9,3%. O Ebitda normalizado do ano chegou a R$ 13,57 bilhões, um aumento de 7,5% em relação a 2024, com uma margem de 51,0%.

Expansão e estratégias para 2026

A TIM também reportou crescimento do segmento de telefonia fixa, com um aumento de 9,4% na receita, indicando que a operadora conseguiu diversificar suas fontes de receita e expandir sua presença em diferentes segmentos do mercado de telecomunicações.

Com R$ 7,49 bilhões em caixa, a TIM segue com uma posição financeira capaz de suportar os investimentos em expansão de sua infraestrutura e para potencializar o crescimento de sua operação no Brasil, afirma a companhia.

O BTG Pactual reafirmou sua recomendação de compra para as ações da empresa, com um preço-alvo de R$ 22,00. Os analistas destacaram que o forte crescimento do fluxo de caixa e a expectativa de dividendos crescentes devem continuar sustentando a valorização das ações da operadora no mercado.

Para o banco, a combinação de resultados financeiros robustos e um cenário de forte geração de caixa posiciona a TIM como uma das empresas mais bem posicionadas no setor de telecomunicações no Brasil.

Acompanhe tudo sobre:TIMTelecomunicaçõesOperadoras de celular

Mais de Invest

Ibovespa volta a subir forte e se reaproxima dos 190 mil pontos

Google faz dívida de 100 anos para bancar investimento em IA: entenda

Comprou ou não comprou? Entenda a polêmica aquisição da Petrobras na Namíbia

Acordo Paulista: mutirão renegocia dívidas de IPVA e ICMS com desconto