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S&P 500 e Nasdaq renovam recordes; o que esperar dos próximos meses?

Enquanto ganhos superam expectativas, analistas divergem sobre riscos e oportunidades para o restante do ano

S&P 500 e Nasdaq batem recordes com expectativa de novos avanços (ANGELA WEISS/Getty Images)

S&P 500 e Nasdaq batem recordes com expectativa de novos avanços (ANGELA WEISS/Getty Images)

Publicado em 22 de julho de 2025 às 05h56.

O S&P 500 e o Nasdaq registraram novos recordes históricos nesta segunda-feira, 21, impulsionados por relatórios de lucros positivos das maiores empresas listadas nos índices.

O índice americano alcançou a máxima intradiária de 6.336 pontos, subindo mais de 0,6%, enquanto o Nasdaq chegou a 21.077 pontos, com alta de quase 0,8%, antes de ambos reduzirem ligeiramente os ganhos.

Entre as ações que mais contribuíram para a elevação estão empresas do grupo conhecido como “Magnificent Seven”, incluindo as bigtechs Alphabet, Amazon e Apple, além de Verizon, Qualcomm e Broadcom.

Projeções

De acordo com análises divulgadas pelos bancos Goldman Sachs, Morgan Stanley e Wells Fargo, o S&P 500 deve seguir em alta até o final do ano, com projeções de crescimento que variam de 2,5% a 11%. Em contrapartida, o estrategista-chefe da Evercore ISI prevê possível queda de até 15% nos próximos meses.

A valorização dos índices é atribuída, em parte, ao impacto positivo das empresas de inteligência artificial (IA), que têm apresentado resultados financeiros acima do esperado. Ainda assim, alguns especialistas alertam que o otimismo pode ser exagerado, já que investidores temem perder o momento de alta.

De acordo com a FactSet, o índice preço/lucro esperado para os próximos 12 meses do S&P 500 está em 22,2, acima da média histórica, indicando que as ações podem estar ligeiramente sobrevalorizadas.

As empresas do grupo “Magnificent Seven”, como Alphabet e Tesla, devem divulgar os resultados do segundo trimestre nesta semana, com expectativa de crescimento de lucros superior à média do mercado.

O desempenho recente do mercado também reflete dados econômicos favoráveis, como vendas no varejo acima do previsto, redução nos pedidos de auxílio-desemprego e aumento da confiança do consumidor, apesar da inflação recente ter ficado acima das projeções.

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