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Ouro sobe mais de 1% e prata avança mais de 4% com reabertura do Estreito de Ormuz no radar

Preços do petróleo despencam mais de 10% como reflexo dos desdobramentos no Oriente Médio

Ouro: metal sobe mais de 1% (Freepik)

Ouro: metal sobe mais de 1% (Freepik)

Rebecca Crepaldi
Rebecca Crepaldi

Repórter de finanças

Publicado em 17 de abril de 2026 às 11h00.

Última atualização em 17 de abril de 2026 às 11h04.

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O preço do ouro sobe mais de 1% nesta sexta-feira, 17, e caminha para a quarta semana consecutiva de ganhos, em um movimento sustentado pela fraqueza do dólar e por fatores geopolíticos ligados ao Oriente Médio.

O avanço também ocorre após o ministro da Relações Exteriores do Irã, Seyed Abbas Araghchi, anunciar que a passagem de navios pelo Estreito Ormuz está “completamente aberta” pelo período restante do cessar-fogo entre o país e o Líbano.

Entretanto, na sequência, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, afirmou que o "bloqueio naval permanecerá em pleno vigor e efeito no que diz respeito ao Irã até que as negociações com o Irã estejam 100% concluídas".

Ele complementou: "Esse processo deverá ser bastante rápido, visto que a maioria dos pontos já foi negociada."

Os contratos futuros nos Estados Unidos com vencimento para junho sobem 1,81% a US$ 4,895,40 às 10h52. Ao mesmo tempo, o dólar americano se encaminhava para encerrar a semana em queda, o que aumenta a atratividade do metal precioso para investidores que operam em outras moedas.

O índice DXY, que mede a valorização da moeda frente a de países desenvolvidos cáia 0,46%.

“O otimismo em torno da retomada da paz continua a sustentar o apetite por risco, com o ouro sendo negociado cada vez mais como um ativo de risco. Parte desse otimismo decorre da expectativa de que o fim da guerra irá suprimir os preços do petróleo e diminuir os riscos de inflação”, disse Peter Grant, vice-presidente e estrategista sênior de metais da Zaner Metals, à Reuters.

“Ainda há um longo caminho a percorrer antes que a confiança na tendência de alta de longo prazo (do ouro) seja totalmente restaurada, portanto, o mercado está adotando uma abordagem cautelosa.”

O metal precioso havia recuado após os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã no fim de fevereiro, quando a alta do petróleo elevou temores inflacionários e reduziu apostas em cortes de juros — um ambiente normalmente desfavorável ao ouro, já que não rende juros.

Entre outros metais, a prata para vencimento em maio avança 4,15%, para US$ 81,98 por onça. A platina para julho de 2026 sobe 1%, a US$ 2.134,20.

Os preços do petróleo despencam nesta manhã também como reflexo da abertura parcial do Estreito de Ormuz. A referência Brent cai 10,46% a US$ 88,99 o barril, enquanto a referência WTI com vencimento em maio cai 11,09% para US$ 84,19 o barril e a com vencimento para junho recua 10,34% a US$ 81,84 o barril às 10h52. Durante os conflitos com entre Israel, Irã e Estados Unidos, o Brent chegou perto da casa dos US$ 120.

O que é o Estreito de Ormuz?

O Estreito de Ormuz é considerado um dos pontos mais estratégicos do mundo porque funciona como um verdadeiro gargalo do comércio global de energia: cerca de 30% de todo o petróleo consumido no planeta passa por essa rota marítima estreita, que liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico.

Isso significa que qualquer tensão militar, bloqueio ou instabilidade na região tem potencial de afetar diretamente a oferta global de petróleo, pressionar preços internacionais e gerar volatilidade nos mercados — com impacto imediato em inflação, câmbio e atividade econômica em diversos países.
Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, centenas de petroleiros e outras embarcações ficaram parados.

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