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Ouro cai 1% após anúncio de bloqueio naval dos EUA ao Irã em Ormuz

Fracasso das negociações de paz entre Washington e Teerã reacende temores de conflito ampliado e derruba expectativas de afrouxamento monetário nos EUA

Metal precioso opera próximo à mínima de uma semana: ouro à vista cai a US$ 4.719,54. (KTSDESIGN/SCIENCE PHOTO LIBRARY/Getty Images)

Metal precioso opera próximo à mínima de uma semana: ouro à vista cai a US$ 4.719,54. (KTSDESIGN/SCIENCE PHOTO LIBRARY/Getty Images)

Ana Luiza Serrão
Ana Luiza Serrão

Repórter de Invest

Publicado em 13 de abril de 2026 às 08h19.

O ouro opera em queda de 0,6% nesta segunda-feira, 13, a US$ 4.719,54 por onça, depois que os Estados Unidos anunciaram um bloqueio naval a portos iranianos no Estreito de Ormuz a partir de hoje.

O ouro chegou ao menor patamar desde 7 de abril, uma contradição, pois historicamente o metal é um refúgio em tempos de crise, mas juros altos e inflação em alta o prejudicam, segundo fontes ouvidas pela Reuters.

O ouro à vista operava em queda de 0,6%, a US$ 4.719,54 por onça, enquanto os contratos futuros para junho recuavam 1%, a US$ 4.741,70. No acumulado desde o início do conflito, a perda já passa de 10%.

O movimento também empurrou o petróleo a mais de US$ 100 por barril e reduziu a chance de corte de juros em dezembro pelo Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, de 21% para 16%, de acordo com dados consultados pela agência.

Negociações EUA-Irã

"Sem um avanço nas negociações entre EUA e Irã ao longo do fim de semana, o risco de uma guerra mais ampla volta a ser precificado, ameaçando custos de energia mais altos e uma postura mais agressiva do Fed", explicou o analista Zain Vawda, da MarketPulse by OANDA, à Reuters.

A resposta iraniana ao bloqueio americano foi dura. A Guarda Revolucionária do país alertou que qualquer embarcação militar que se aproxime do Estreito de Ormuz será tratada como violação do cessar-fogo.

E, com o petróleo acima de US$ 100 por barril e o conflito sem perspectiva de resolução no curto prazo, o dólar subiu a patamar próximo à máxima de uma semana.

Isso, por si só, encarece o ouro para compradores que operam em outras moedas e adiciona mais uma camada de pressão sobre as cotações, relataram fontes ouvidas pela agência.

Fase de consolidação

Vawda projetou que, se os preços se mantiverem nos níveis atuais, o metal deve entrar em fase de consolidação até que haja alguma definição sobre o Irã e o Estreito de Ormuz.

O ponto crítico a ser monitorado está em US$ 4.500 por onça: abaixo desse nível, abriria espaço para um movimento em direção à faixa de US$ 4.100 por onça, disse.

Já os demais metais também operaram, em sua maioria, em queda. A prata recuou 2%, para US$ 74,36 por onça. A platina perdeu 0,6%, a US$ 2.033,50, mas o paládio teve alta de 0,4%, a US$ 1.527,20 por onça.

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